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FICHA DE INVENTÁRIO
Museu:
Museu de Évora
N.º de Inventário:
ME 1774
Supercategoria:
Arte
Categoria:
Escultura
Título:
A Virgem e o Menino
Local de Execução:
Portugal
Datação:
1540 d.C.
Matéria:
Mármore
Dimensões (cm):
altura: 86; largura: 60; espessura: 24;
Descrição:
A estrutura desta obra é composta por um único painel cortado em rectângulo, no qual a Virgem está esculpida em relevo muito alto, quase em vulto de três quartos, entronizada numa sédia trabalhada em relevo baixissimo. De base servem-lhe duas mísulas entre as quais está lançada a plantaforma. Delimitam o painel duas pilastras coroadas por capitéis "parajónicos", estas são decoradas com ornatos pendurados de frutas e panóplias dispostos simetricamente em cada um dos lados. Um tecto de dezoito caixotões com flores completa a edificação, rematado por uma vieira. Existem ainda uma série de pequenos elementos de decoração arquitectónica e o preciosismo do lavor: os balaústres de fuso simétrico a servirem de moldura inferior às mísulas, o próprio ornato de fitas penduradas das faces destas, os capitéis angulares sob o travejamento e as suas bases correspondentes sob a plataforma que se uniriam através de finos colunelos já desaparecidos, os dois pequeníssimos medalhões na cimalha que retratam em busto os mecenas, e as pequenas taças bolbosas no coroamento (Vilhena, 1998- 1999). A Virgem veste ao modo do século XVI: vasquinha larga sob uma espécie de mantão, corpete justo, peitilho refolhado, gorjal encanulado ao pescoço, de onde desce uma espécie de rosário com cruz pendente sob o peito; o seu olhar é de quem observa o que possuia na mão.
Incorporação:
Transferência - Biblioteca Pública de Évora
Origem / Historial:
Esta escultura de nome "A Virgem (e o Menino ?)" era originária do Palácio dos Condes de Sortelha, cedido a Bernardo de Matos que por sua morte a legou à Biblioteca Pública de Évora. Com a abertura a 1 de Março de 1915 do Museu de Évora esta obra foi para este transferida. Devido à falta de um elemento essencial na mão da mulher nesta obra representada e por esta para aí olhar fixamente existiram ao longo dos tempos discordâncias quanto à sua identidade. António Barata referiu que esta mulher podia ser Madalena que olharia para o cofre de suas joias antes da sua conversão; por sua vez Túlio Espanca afirmou que poderia ser a Virgem, faltando-lhe -segundo este autor- na mão o Menino Jesus.
 
     
     
   
     
     
     
 
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