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FICHA DE INVENTÁRIO
Museu:
Museu Nacional de Arqueologia
N.º de Inventário:
E 7988
Supercategoria:
Arqueologia
Categoria:
Epigrafia
Denominação:
Marco miliário
Datação:
317 d.C. - Época Romana
Matéria:
Mármore branco do tipo Estremoz/Vila Viçosa
Dimensões (cm):
altura: 101; espessura: 19;
Descrição:
Marco miliário de forma sub-rectangular, de mármore branco de tipo Estremoz/vila Viçosa, afeiçoado anterior e posteriormente. A face que recebeu a inscrição parece não ter sido previamente alisada mas sim picada. Sob o texto, uma fenda oblíqua, longitudinal. As linhas descaem um pouco para a direita. A paginação é medíocre, corte de palavras não ortodoxo, ausência de linhas auxiliares. Letras de altura diferente, espaços e gravação muito irregulares. O marco honra a memória de Crispo, filho de Constantino, de Licínio-o-Jovem (filho de Licínio) e do futuro Constantino II, nomeados Césares a 1 de Março de 317. Pelo seu local de achamento pertenceria decerto à via Olisipo-Emerita pelo sul. D(ominis) N(ostris) / FLAVIO IVLI/O CRISPO / VALERIO LICI/ NIANO LICI/NIO IVNI/ORI E[T] [F]LA/VIO CLAV/DIO CO(n)STA/NTINO NO/BI(lissimi)S CAES(aribus) Tradução: Aos nossos senhores, Flávio Júlio Crispo, Valério Liciniano Licinio Júnior e Flávio Claúdio Constantino, nolibissimos Césares. (segundo J. d'Encarnação, 1984).
Incorporação:
Outro - Mandato legal. Escavações
Proveniência:
Silveirona
Origem / Historial:
Silveirona. No início do mês de Maio de 1934, no decorrer de trabalhos agrícolas no Curralinho da Mina, na Herdade da Silveirona, foram encontradas placas de mármore, de sepulturas, com inscrições datáveis do século VI d.C., material cerâmico, metais, colunas, capitéis e tijolos, e muitas ossadas humanas. Estes achados foram imediatamente comunicados ao então Museu Etnológico de Lisboa, dirigido pelo Dr. Manuel Heleno, que reconheceu tratar-se de um cemitério de alto valor científico para o estudo da época visigótica e romana. Manuel Heleno efectuou escavações arqueológicas no local, vindo a identificar duas necrópoles; uma romana (Silveirona I) e outra visigótica (Silveirona II). A necrópole romana era constituída por 86 sepulturas, a maioria delas de inumação. Eram escavadas na rocha, existindo, no entanto algumas que estavam revestidas com lages e pedras. Datará entre o século II e o final do século IV / início do V d.C. A necrópole visigótica, situada a cerca de 300 metros da outra, foi em grande parte destruída por trabalhos agrícolas e pelo menos mais de cinquenta sepulturas já tinham sido remexidas antes da escavação. Escavaram-se 32 sepulturas de inumação, construídas com lages, pedras e ladrilhos, cobertas por lages de pedra. As inscrições descobertas nesta necrópole datam do séc. VI d.C.. Entre as duas necrópoles e a pouca distância foram descobertas algumas estruturas habitacionais. As escavações duraram dois meses. As peças descobertas antes das escavações foram oferecidas ao Museu pelo proprietário do terreno, o Dr. Pereira Dias, as restantes, escavadas pela equipa dirigida por Manuel Heleno deram entrada no Museu logo após o fim dos trabalhos de campo. Este marco encontrava-se dentro de alicerces que se encontravam na necrópole paleocristã de Silveirona.
 
     
     
   
     
     
     
 
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