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FICHA DE INVENTÁRIO
Museu:
Museu Nacional de Arqueologia
N.º de Inventário:
E 135
Supercategoria:
Arqueologia
Categoria:
Artefactos ideotécnicos
Denominação:
Cartonagem de Irtieru
Autor:
Desconhecido
Local de Execução:
Egipto
Datação:
VI a.C. - IV a.C. - Época Baixa - XXVII-XXX dinastias
Matéria:
Linho e gesso
Técnica:
Pintura
Dimensões (cm):
largura: 51,5; comprimento: 184;
Descrição:
Caixa antropomórfica, contendo uma múmia, em cartonagem polícroma e dividida em vários registos com temas de carácter mitológico e inscrição hieroglífica frontal. A inscrição dá-nos o nome do proprietário: Irtieru " Que os olhos se voltem contra eles". Neste caso podem os olhos ser entendidos como os de Hórus. O rosto está pintado de castanho com bons detalhes fisionómicos, tendo já desaparecida a pêra osírica que deveria ter no queixo. Tem peruca preta tripartida sem decoração, caindo sobre o peito. Sob as pontas terminais da cabeleira vê-se um grande colar floral de nove voltas que vão terminar na barra vertical amarela que acompanha lateralmente o sarcófago. O primeiro registo mostra uma estilização do santuário abidiano (signo R17 de Gardiner) encimado por um disco solar alado de onde se projectam, para cima, duas plumas "kachuti". Ladeando o santuário estão várias divindades identificadas pelos respectivos nomes hieroglíficos que acompanham as figuras: à esquerda Ísis, Serket e uma figura feminina que exibeo signo "chen", seguindo-se um "udjat" e uma serpente alada com coroa branca e penas maéticas nas mãos: à direita Néftis, Neit e uma figura feminina com o signo "chen", rematando-se o registo tal como no lado contrário, com um "udjat" e a serpente alada com as penas maéticas de cor branca. Todas as divindades representadas estão em pose de veneração, erguendo as mãos em direcção ao centro; Serket e Neit têm signod "ankh" pendendo dos seus braços. O segundo registo mostra-nos, partindo da colina (dju) que está ao centro e de onde sai a alegoria abidiana que sobe até ao colar, várias divindades masculinas que se apresentam de pé. Para a direita vemos Hórus, seguido por Hapi, com a típica cabeça de babuíno e Kebehsenuef com cabeça de falcão, cada um deles identificados pelos nomes hieroglíficos; à esquerda, e também virados para o centro, estão Tot (trata-se provavelmente da desconhecida divindadade hermopolitana, aqui com a cabeça apabada por destruição do revestimento), Imseti com cabeça humana e Duamutef reconhecível pela sua cabeça de cão selvagem e tal como os outros deuses, também pelas inscrições. Ao meio do sarcófago plana com um grande falcão solarizado exibe nas suas garras o círculo mágico "chen" e abre as asas. O disco solar que tem sobre a cabeça também é alado. Segue-se uma profusa decoração alada com uma série de divindades postadas lateralmente a lançarem as suas asas sobre a frente do sarcófago e a interromperem o texto que se desenvolve na vertical numa faixa enquadrada. As duas figuras de cima estão identificadas pelas legendas como sendo Ísis e Néftis, dendo que os falcões que estão por baixo representam igualmente as duas irmãs de Osíris, desta vez com a forma de falcão e assentes sobre o signo "nub" (ouro), mas com os seus signos hiéroglificos sobre a cabeça. A decoração remata-se nos pés com dois discos solares de asa descida, acompanhando o final do texto onde se encontra o nome do defunto e a declaração de justificado (maé-kheru). Entre os discos solares e a curva lateral uma pequena inscrição, que se repete em cada lado evoca o Hórus de Behedet. A base do sarcófago, que apresenta como decoração uma barra vermelha ladeada por duas barras azuis, mostra no fundo uma imagem de boi Ápis. A parte posterior do sarcófago que tem, tal como a interior, fundo branco sobre a qual se implantou a temática decorativa, sendo toda ela ocupada praticamente porum grande pilar "djed" osirificado, isto é, representado como parte integrante do corpo de Osíris. (ARAÚJO, 1993) Esta peça foi recentemente republicada (OAP, 25) Álvaro Figueiredo que a designa como caixão e não como sarcófago, propondo ainda uma cronologia diferente da atribuída por ARAÚJO. Assim situa-a entre XXII e XXIII dinastias, entre o reinado de Osorkon I (924-889 a.C.) e cerca de 715 a.C.
Incorporação:
Doação - Desconhecido
Proveniência:
Desconhecido
Origem / Historial:
Desconhece-se as condições da sua integração no Museu. No entanto em 1964 Saavedra Machado dá notícia dela como integrando o armário nº 4 da antiga Sala Egipcía (Machado, 1964, p. 266, fig. 101). É provável que a sua entrada no Museu se tenha verificado na década de 30 a 60 do século XX.
 
     
     
   
     
     
     
 
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