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quarta-feira, 20 de setembro de 2017    APRESENTAÇÃO    PESQUISA ORIENTADA    PESQUISA AVANÇADA    EXPOSIÇÕES ONLINE    NORMAS DE INVENTÁRIO 

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FICHA DE INVENTÁRIO
Museu:
Museu Nacional de Arqueologia
N.º de Inventário:
999.149.1
Supercategoria:
Arqueologia
Categoria:
Arquitectura (materiais de construção e revestimento)
Denominação:
Mosaico das Musas
Datação:
IV d.C. - Época Romana
Matéria:
Tesselas em calcário, mármores policromos e vidro de várias cores
Suporte:
Não se encontra no seu suporte original
Técnica:
Opus Tesselatum, Opus Vermiculatum, Opus Musivum e em "espinha"
Dimensões (cm):
largura: 635; comprimento: 1024;
Descrição:
Mosaico rectangular composto por 11 painéis figurativos. Bordadura exterior com meandros de suásticas de volta dupla, negras sobre fundo branco, com dois filetes negros exteriores. Faixa branca, de guilhoché largo com a alma quadrada, sobre fundo negro, de cor amarela e beije esverdeado, faixa branca seguida de filete negro. Nos lados maiores, um meandro de suásticas de quatro voltas (trança de dois cabos). Os 11 painéis são os seguintes: Painel XI (Teseu e Minotauro); Painel X (Triunfo de Baco); Painel IX (Mégara e Hércules); Painel VIII (Medeia Infanticida); Painel VII (Hércules e Mercúrio); Painel VI (Apolo e Dafne); Painel V (Dois Membros do Tiaso); Painel IV (Duas Ménades); Painel III (Sileno e Sátiro); Painel II (Cena Báquica); Painel I (Musas). PAINEL I (As nove Musas) - Trança policroma de três cabos (ocre vermelho, rosa e beije), sobre fundo escuro; As nove musas apresentam-se com solenidade, atitude clássica e levam carrapito no alto da cabeça, sinal de inspiração ou sabedoria, começado a usar no século II e que simbolizava a sua vitória sobre as trevas, sobre as Sirenas, a superioridade da vida de espírito sobre a grosseria sensual. Vestuário de duas peças: túnica comprida, cintada ou solta, rosa, verde, amarela ou cinzenta e o manto ou "palla", solto, traçado ou preso por fíbulas. Com a excepção de Melpomene, todas calçam sapatos (calceus) e a sua posição é de pé, de frente ou a três quartos. Nem todas possuem os seus respectivos atributos. Calíope - Aspecto grave, túnica castanha, manto dourado, caído sobre a cintura e com a ponta dobrada sobre o braço esquerdo. Na mão direita aperta talvez umas tabuínhas. Euterpe - Túnica verde com barra amarela. "Palla" sobre os ombros, caída. Mão esquerda com flauta simples, na outra, segunda flauta. Érato - Túnica cinzenta com barra castanha. Manto enrolado à cintura. O braço esquerdo por detrás da lira, apoiada sobre um pedestal. Na mão direita fechada, o pleto ou varinha de marfim para tocar o instrumento. Tália - Túnica verde e manto amarelo sobre ombro esquerdo, com uma das pontas rodeando a cintura e segura com a mão esquerda, a qual também agarra a máscara cómica. Falta-lhe os atributos rústicos, o cajado ou o "pedum" e as folhas de hera ou de videira na cabeça. Melpómene - Em atitude de declamação. Túnica amarela, apertada com cinto. "Palla" azul, solta e curta sobre o ombro esquerdo. Na mão do mesmo lado, a máscara da tragédia. Clio - Túnica com barra, manto cinzento traçado, mão esquerda oculta nas roupagens. O braço direito curvado, esboçando um movimento de atenção e exposição. Em baixo, do lado esquerdo, possível rolo. Em atitude de evocação. Urânia - Túnica castanha, o manto dobrado e traçado sobre o braço esquerdo, cuja mão segura um grande ponteiro. O antebraço direito aparece nu e curvado em direcção à orelha. Polímia - Túnica castanha, com barra verde e a "palla" (verde), traçada sobre ombro, deixando livre o antebraço direito nu, que se ergue em atitude de comunicação. Mão esquerda segura o manto. Terpsicora - Túnica larga, manto enrolado elegantemente sobre o busto, de maneira a facilitar os passos de dança que ensaia. Braço direito sobre a cintura. Não tem lira. PAINEL II (Cena Báquica) - Dentro de um círculo, inscrito numa trança de forma rectangular e policroma, a branco, amarelo, cinzento, verde e cor-de-rosa, duas figuras coroadas com folhagem verde, azul claro e castanho escuro. Um homem enverga manto sobre ombro esquerdo, matizado de várias cores, com braço direito nu. Parece acariciar no queixo uma mulher, da qual só é visível a cabeça. Nos quatro cantos, folhas com gavinhas, duas parecendo videira. PAINEL III (Sileno e Sátiro) - Dentro de círculo, um Sileno de tipo Pompeia, nu, obeso, barba e cabelos com folhagem verde (hera ou espinhos), pele de cabra ou pantera à cintura, com tirso florido na mão direita e o braço esquerdo enlaçando um Sátiro que, também coroado de verdura, empunha um "pedum". O Sileno encontra-se calçado enquanto que o Sátiro não. Existe ainda uma desproporção intencional em relação a estas duas personagens. Encontram-se dentro de cercadura quadrada, ornada de espigas, dispostas em forma de ramo. PAINEL IV (Duas Ménades ou Bacantes) - Dentro de cercadura rectangular, policroma (rosa, branco, verde, creme), no interior, duas Ménades dançando: a da esquerda mostra movimento dos pés descalços e um ritmo gracioso. A da direita, apresenta cabeça coroada de pâmpanos, na mão esquerda o tirso e na outra, erguida, um instrumento musical. Enfrenta o seu par, com seu tronco nu, bem moldado, flectido para a frente e a túnica descaída sobre as pernas, agitada pelos passos de dança. PAINEL V (Dois membros do tiaso- Io e Argos)- Cercadura quadrada, enxadrezada, a branco, amarelo e cor-de-rosa. Dentro de um círculo cinzento-azulado, duas figuras ambas com cabeça ornada de folhas, uma à direita, masculina, nua com um manto ou pele sobre o ombro e as pernas curvas, assente em algo e um dos braços estendidos com o indicador apontado, como quem faz uma recomendação; a outra, de pé, manto traçado, braços envoltos e de ar atento. PAINEL VI (Apolo e Dafne) - À esquerda Dafne, vista de três quartos à direita, olha para Apolo com terror, um véu pousado no ombro direito, enfunado sobre as costas; é de cor verde-amarelo pálido e esverdeado, branco com tesselas pretas desenhando as pregas. À direita, Apolo, visto de três quartos está sentado num rochedo colorido de castanho claro, vermelho escuro, rosa, amarelo e beije. Descansa a cabeça, inclinada para a direita, no braço esquerdo, flectido e apoiado na lira de seis cordas, pousada sobre o rochedo, em segundo plano. O instrumento está desenhado com tesselas ocre-vermelho, ocre-amarelo e negro (vidro muito destruído). O deus tem uma coroa de flores azul turquesa com corola amarela e folhas verde esmeralda. Enverga um manto que partindo do ombro, vem de ambos os lados reunir-se sobre as pernas, mas deixa nua a esquerda, a partir da coxa. O joelho direito toca o torso de Dafne e o pé direito toca o torso de Dafne e o pé direito está curiosamente torcido para a direita, por falta de espaço. O braço direito segue a linha do corpo, com a mão vista de perfil, pousada sobre a coxa. PAINEL VII (Mercúrio e Hércules) - Moldura geométrica policroma, de tipo "decoração múltipla", mas com motivos irregulares (à excepção do nó de salomão) que não formam uma verdadeira quadrícula. Ao centro de medalhão, à esquerda está Hércules, em desiquilíbrio e com a mão direita faz um gesto para evitar a queda e senta-se sobre um rochedo visto de frente, onde são utilizadas as cores rosa, amarelo esverdeado, castanho claro. Uma linha de contorno branca, separa a silhueta do herói, do rochedo. O rosto quadrado, com barba, as feições estão desenhadas por uma linha de ocre-vermelho, sublinhada a branco no nariz. A pupila dos olhos é negra. Na cabeça uma coroa semelhante à de Apolo. A sua perna direita está escondida pelo vestuário, enquanto que a esquerda está esticada. A pele do leão de Nemeia cinge-lhe os rins, esconde a perna e o pé e enrola-se à volta do braço esquerdo. Em segundo plano, parcialmente oculto por Hércules, está um jovem, de pé, a cabeça coberta por um pétaso. É Mercúrio de quem só se vê o torso. Segura um "pedum" na mão esquerda e olha para o herói que tenta impedir de cair. PAINEL VIII (Medeia concebendo o infanticídio) - Esta cena trágica que envolve três pessoas, ocupa a totalidade do quadrado. No lado direito vemos Medeia de braços cruzados, com a mão esquerda segurando o punho da mão direita e esta segura o que parece ser uma adaga e não um punhal, pois a lâmina parece afalcatada. O seu rosto encontra-se virado para a esquerda. A túnica, em tons amarelos, apresenta uma barra cinza no fundo. Perna direita ligeiramente dobrada para a direita. Visível ainda um manto em tons de vermelho e rosa que caem dos seus ombros, e que parece cruzar na zona do peito. A segunda personagem é um homem que aparece em plano recuado, em relação a Medeia. O braço direito encontra-se levantado, segurando o que parece ser uma tocha em tons ocre e amarelo. A mão direita segura um chicote em movimento. Enverga túnica curta, sem mangas, apertada na cintura, com um efeito de "balão", em tons rosa, ocre e amarelo. Traz uma clâmide flutuando nas costas, da qual se vê à direita uma ponta. Entre as duas personagens, em plano intermédio, é visível uma criança (talvez um de seus filhos), de cara virada para a direita. Está nu, mas uma clâmide ocre, cruzada no pescoço, desce-lhe pelo ombro esquerdo e costas até aos joelhos. PAINEL IX (Hércules furioso) - Moldura de meandro de suástica de volta dupla, policroma (rosa, ocre, amarelo beije esverdeado, beije e branco. Ao centro, três personagens: Mégara, Hércules e duas crianças ajoelhadas. A figura de Hércules é sem dúvida imponente. Rosto voltado para a esquerda, encarando Mégara. Braço direito estendido para a direita, segura o que parece ser uma tocha inflamada, cuja chama quase que toca na cabeça das crianças. A tocha utiliza tesselas de tom ocre, rosa, amarelo, sendo a chama em tesselas de vidro, laranja, vermelho e verde. Apresenta uma clâmide presa por uma fíbula no ombro direito, que cobre o ombro esquerdo, em tons de azul e vermelho. A musculatura aqui é muito bem representada, com um excelente jogo de cores, tornando claro o mais pequeno pormenor. Hércules está calçado com sandálias de meio-cano, com atacadores vermelhos. As duas crianças nuas, encontram-se com o joelho esquerdo assente no chão. O seu braço esquerdo encontra-se dobrado tomando a direcção do rosto. À esquerda de Hércules, encontra-se Mégara, de rosto levemente inclinado para a esquerda, olhar triste, braço esquerdo dobrado sobre o ventre e braço direito dobrado, com a mão encostada à cara. Cabelo longo, preso dos lados à parte de trás, braços robustos e nus, ostentando duas pulseiras duplas. Ostenta uma longa túnica, com uma barra amarela no fundo e outra mais curta, abaixo da anca, também com uma barra amarela. PAINEL X (Triunfo de Baco) - O triunfo compreende dezasseis personagens que avançam para a direita, sem indicação da linha de solo. Grupo 1: Um carro visto a três quartos puxado por dois tigres que se encontram de lado. Foram utilizadas tesselas em vários tons de castanho e beije para os contornos e desenhos da pele dos tigres. Visível arreio e coleira. As rédeas e os freios são seguras por um jovem sátiro situado à direita de Baco (dentro do carro) e também por Pã que conduz os tigres. O jovem sátiro, coroado de folhas de hera representadas em verde, com uma chibata na mão direita, enverga, deixando à vista o ombro direito, um manto em tons de castanho e apresenta-se inclinado para a frente. Em pé sobre o carro, o jovem Baco nu, enverga um manto em tons de azul, com a musculatura desenhada em tons de beije, rosa, castanho e branco, segura na mão esquerda, levantada, um tirso enfeitado na ponta com fitas. A mão direita, estendida, segura uma cratera castanha. Atrás dele, um bacante, do qual só é visível a sua cabeça coroada de folhas de hera. No chão, junto ao carro, são visíveis duas Ménades, uma delas apresenta a cabeça muito destruída e veste uma túnica em tons de castanho (encontra-se à retaguarda). A segunda, de rosto virado para a esquerda, enverga túnica em tons castanhos e cinzentos. Na mão esquerda, segura o tirso. A Ménade seguinte encontra-se a três quartos, numa túnica cinzenta, contornada a preto ou cinza escuro e apertada sob o peito. Esta Ménade segura com as duas mãos e sobre a cabeça, o que parece ser uma cesta, desenhada a cinzento e contorno castanho. Grupo 2: Em primeiro plano, Ménade com duas túnicas em tons de castanho escuro e contorno a preto. Noção de sombra dada pelo jogo de cores entre o castanho e o cor de rosa. Visível uma pele de animal a tiracolo. Rosto em perfil, voltado para a direita. Braço direito estendido. Coroa de parras na cabeça. A Ménade seguinte apresenta-se em perfil, com cabeça destruída, em atitude de dança, com crótalo na mão direita e duas pulseiras duplas no mesmo braço. Encontra-se descalça e nas suas costas flutua um manto castanho escuro com barras verdes. Presa à perna direita é visível uma espécie de manto azul, com barra verde, esvoaçando. A última figura deste primeiro plano é um Bacante visto de frente, ligeiramente inclinado para a esquerda. Encontra-se nu apenas com uma pardália em tons de amarelo e castanho, tapando o ombro e braço esquerdo. Na mão esquerda segura o que parece ser uma flauta branca. Atrás deste Bacante, parece estar outra personagem, não muito visível e que levanta algumas dúvidas de interpretação. Em segundo plano, entre Pã e a Ménade, visível figura de um jovem Bacante, parcialmente coberto por pardália castanha com barra verde. O seu rosto encontra-se em perfil virado para o lado direito. Devido a uma grande falha de tesselas, não é possivel identificar correctamente os objectos que se encontram no canto superior direito ao lado do último Bacante descrito. Num terceiro plano, uma Ménade vista de perfil, com túnica verde de mangas curtas. Visível no braço direito, que se encontra estendido, duas pulseiras no antebraço. Parece segurar algo, impossível de indentificar por lacuna do painel. À direita desta Ménade, vê-se um jovem a três quartos, coroado com folhas de hera, vestindo uma túnica de mangas cinzentas e "pallium" amarelo. Braço direito levemente levantado. Logo a seguir, para a direita, um jovem Bacante vestindo uma túnica de tesselas de vidro brancas, com ombro direito a descoberto, toca flauta dupla (?). PAINEL XI (Teseu e Minotauro) - Dentro de uma moldura quadrada, com fundo em escamas, visível duas personagens. À esquerda, de pé, a figura de Teseu. A silhueta do herói é descrita por um conjunto de tesselas rosas, brancas, castanhas claras e escuras, num jogo de projecção de sombras em "dégradé". Apresenta uma clâmide flutuante nas costas, em tons de azul claro e escuro, vermelhos e preto. Com o braço direito levantado segura uma clava nodosa, com extremidade curva. O braço esquerdo segura o corno direito do Minotauro. À direita de Teseu encontra-se o Minotauro, (corpo de Homem e cabeça de Touro), representado com corpo bastante atlético, onde é utilizado o jogo de tesselas de cores claras, neste caso em cor de rosa, dando a noção do volume muscular do corpo desta figura. Encontra-se com o joelho direito no chão e braço esquerdo no ar em atitude de piedade. O braço direito segura a perna esquerda de Teseu. Em segundo plano, por trás do Minotauro, visível o que parece ser uma torre de castelo em tons rosa e castanho claro. Dimensões: alt.: 1,76; larg.base: 1,58; larg. topo: 1,60; esp.: 4,5 cm
Incorporação:
Outro - Mandato legal. Proveniente de escavações
Proveniência:
Torre de Palma
Origem / Historial:
*Forma de Protecção: classificação; Nível de Classificação: interesse nacional; Motivo: Necessidade de acautelamento de especiais medidas sobre o património cultural móvel de particular relevância para a Nação, designadamente os bens ou conjuntos de bens sobre os quais devam recair severas restrições de circulação no território nacional e internacional, nos termos da lei nº 107/2001, de 8 de Setembro e da respectiva legislação de desenvolvimento, devido ao facto da sua exemplaridade única, raridade, valor testemunhal de cultura ou civilização, relevância patrimonial e qualidade artística no contexto de uma época e estado de conservação que torne imprescindível a sua permanência em condições ambientais e de segurança específicas e adequadas; Legislação aplicável: Lei nº 107/2001, de 8 de Setembro; Acto Legislativo: Decreto; nº 19/2006; 18/07/2006* Este mosaico foi descoberto no mês de Março de 1947, pelo Sr. Joaquim Inocêncio quando lavrava os terrenos da Herdade de Torre de Palma.
 
     
     
   
     
     
     
 
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