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FICHA DE INVENTÁRIO
Museu:
Museu Nacional de Arqueologia
N.º de Inventário:
E 191
Supercategoria:
Arqueologia
Categoria:
Artefactos ideotécnicos
Denominação:
Serpente solarizada
Local de Execução:
Egipto
Datação:
XI a.C. - VIII a.C. - Terceiro Período Intermediário
Matéria:
Madeira
Técnica:
Esculpida e pintada
Dimensões (cm):
altura: 16; largura: 4,3; espessura: 4;
Descrição:
Figura em madeira pintada representando uma serpente que exibe sobre a cabeça um disco solar, provavelmente usada como elemento decorativo de materiais funerários. O pescoço tumefacto do ofídio está pintado com detalhe e algum realismo, em tons de cor verde, preta, castanha, amarela e branca, mostrando a linha central listada e as escamas dilatadas em pose de agressão. (LMA)
Incorporação:
Doação - Colecção Palmela
Proveniência:
Egipto
Origem / Historial:
Integrava o conjunto de peças que o duque de Palmela doou ao MNA.
Iconografia e Heráldica

Tipo

Descrição

Imagem

Iconografia

Serpente. As serpentes eram muito comuns no Egipto, não apenas nas zonas pantanosas do vale Nilo e no Delta mas também no deserto. A mordedura de serpente era um verdadeiro perigo para os Egípcios em especial porque eles andavam descalços e usavam roupas que não ofereciam grande protecção. Um papiro tardio, hoje no Museu de Brooklin, descreve toda a espécie de serpentes e as consequências das suas mordeduras de uma forma científica. Não é surpresa que um réptil tão perigoso também surja em contextos religiosos. Numerosos deuses serpentes e especialmente deusas serpentes aparecem em textos e representações, podendo uma deusa tão conhecida como Ísis ser representada como uma serpente. Talvez a mais famosa de todas as deusas serpentes seja Uadjit, a protectora do Baixo Egipto que figurava no toucado real e nas coroas como símbolo do domínio do rei sobre o Egipto ao lado da deusa abutre Nekhebet (ver 'ureus'). Outra importante deusa com a forma de serpente era Meretseguer, a deusa do pico rochoso de El-Gurna na margem ocidental de Tebas, e Renenutet, a deusa das colheitas e da fertilidade. As quatro deusas da Ogdóade de Hermópolis podiam também ser representadas com cabeças de serpente. A personificação do mal era a serpente Apopis (Apep), o principal inimigo do deus do Sol. De acordo com uma descrição do Amduat, um dos textos funerários do Império Novo, Apopis era muito comprida: uma colina com mais de 220x220 m ficava totalmente coberta pelo seu corpo. Os Egípcios utilizavam muitas fórmulas mágico-religiosas para impedir as mordeduras das serpentes, bem como outras destinadas a curar os que tivessem sido mordidos. Esses textos sobreviveram não apenas em papiros mas também, a partir da Época Baixa, inscritos em estelas. Tais estelas eram ainda decoradas com cenas destinadas a auxiliar os crentes, como as imagens do deus Bes e de Harpócrates segurando vitoriosamente alguns animais perigosos nas mãos ou esmagando-os sob os pés. (Luis Manuel de Araujo)

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