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FICHA DE INVENTÁRIO
Museu:
Museu Nacional de Arqueologia
N.º de Inventário:
988.3.17
Supercategoria:
Arqueologia
Categoria:
Epigrafia
Denominação:
Pedestal a Endovélico por Marcus Vibius Bassus
Local de Execução:
Alentejo
Grupo Cultural:
Romano
Datação:
I d.C. - Época Romana
Matéria:
Mármore branco do tipo Estremoz/Vila Viçosa
Dimensões (cm):
altura: 60; largura: 90; espessura: 90;
Descrição:
Grande pedestal de estátua alisado nas faces laterais e no topo. Na face superior apresenta uma depressão em forma de "pegada" e duas cavidades, prováveis encaixes de estátua. A paginação do texto é tendencialmente alinhada segundo o eixo de simetria; assinale-se que todos os sinais de pontuação são ténues mas elegantes "hederae". O teónimo, son a forma de ENDOVOLLICVS, inicia a dedicatória feita por dois indivíduos da mesma família (ambos ostentam o gentilício Vibius); o F final do texto que desenvolvemos em F(ecerunt), "fizeram", poderá também supor-se, em alternativa, como abreviatura de F(ilius), "filho"; os dois dedicantes apresentam onomástica latina. ENDOVOLLICO. / SACRVM. / M(arcus). VIBIVS.BASSVS. / ET.M(arcus).VIBIVS.AVITVS.F(ecerunt) // Consagrado a Endovollicus. Marcus Vibius Bassus e Marcus Vibius Avitus fizeram. (A partir de J.C.Ribeiro, 2002)
Incorporação:
Outro - Mandato legal. Escavação de J.L.Vasconcelos
Proveniência:
S. Miguel da Mota, Alandroal
Origem / Historial:
*Forma de Protecção: classificação; Nível de Classificação: interesse nacional; Motivo: Necessidade de acautelamento de especiais medidas sobre o património cultural móvel de particular relevância para a Nação, designadamente os bens ou conjuntos de bens sobre os quais devam recair severas restrições de circulação no território nacional e internacional, nos termos da lei nº 107/2001, de 8 de Setembro e da respectiva legislação de desenvolvimento, devido ao facto da sua exemplaridade única, raridade, valor testemunhal de cultura ou civilização, relevância patrimonial e qualidade artística no contexto de uma época e estado de conservação que torne imprescindível a sua permanência em condições ambientais e de segurança específicas e adequadas; Legislação aplicável: Lei nº 107/2001, de 8 de Setembro; Acto Legislativo: Decreto; nº 19/2006; 18/07/2006* O Santuário do Deus Endovélico situa-se no Monte de S. Miguel da Mota, Alandroal. Nesse local havia as ruínas de um templo cristão, cujos alicerces e paredes eram em parte constituídos por pedras pertencentes ao santuário de Endovélico, tais como aras, estatuetas, bases de estátuas e de aras. No Entrudo de 1890 José Leite de Vasconcelos deslocou-se a S. Miguel da Mota e obteve do dono da herdade, Sr. Manuel Inácio Belo a necessária autorização para iniciar os trabalhos arqueológicos. Nessa altura recolheu algumas peças, que trouxe para a Bilblioteca Nacional de Lisboa, onde, à data, era Conservador. Verificou no entanto que era necessário proceder à desmontagem do edificio para se poderem recolher as melhores peças. Participou tal facto ao Inspector Geral dos arquivos e bibliotecas públicas do reino, Sr. António Ennes, que conseguiu autorização do Ministro do Reino que mandou fazer a exploração arqueológica. Foi José Leite de Vasconcelos encarregado desse trabalho, que iniciou na Páscoa desse mesmo ano. Trouxe cerca de 200 lápides (elementos arquitetónicos, fragmentos, etc.) que se depositaram na Biblioteca Nacional e foram daí transferidas para o Museu.
 
     
     
   
     
     
     
 
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