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FICHA DE INVENTÁRIO
Museu:
Museu Nacional de Arqueologia
N.º de Inventário:
17052
Supercategoria:
Arqueologia
Categoria:
Cerâmica
Denominação:
Alcatruz
Grupo Cultural:
Islâmico
Datação:
XII d.C. - XIII d.C. - Idade Média - Contexto Islâmico
Matéria:
Cerâmica
Técnica:
Torno
Dimensões (cm):
altura: 21,4; diâmetro: 9,5;
Descrição:
Alcatruz de cerâmica, coberto de engobe claro quase esbranquiçado em ambas as faces. A parte inferior do artefacto apresenta um corpo piriforme afunilado na sua extremidade, sendo a parte superior de forma cilíndrica com a boca de bordo biselado. Decorado com caneluras, paralelas entre si e horizontais em relação à boca, em toda a superfície. Produzido com pasta beige clara, homogénea e bem depurada. O alcatruz é um instrumento de rega. Fixo à roda hidraúlica ou seja à nora que levanta água nas cisternas ou nos poços, canalizando-a através de canais de irrigação para as hortas. Surge frequentemente nos achados. A sua presença prende-se com novos sistemas de cultivo, nomeadamente com a agricultura de irrigação e com novas plantas de cultivo introduzidas pelos Árabes na Península. Ambos os vocábulos, "alcatruz" e "nora" são etimologicamente de origem árabe o que constitui um indício da duradoira influência da civilização árabe na cultura material de Portugal. Desde 1990, data da inauguração do Museu Municipal de Arqueologia de Silves, este alcatruz com mais outros artefactos provenientes também de Silves encontra-se em depósito naquele museu, integrando a sua exposição permanente. Seleccionado para figurar na exposição temporária "Portugal Islâmico" a realizar no MNA em 1998. Na colecção do MNA existem outros alcatruzes da mesma proveniência, nomeadamente os nºs Inv. 17058; 17059 A e 17059 B e ainda os nºs 15042 A; 15042 B, provenientes do Algarve e os nºs Inv. 15248 e 998.1.6 de proveniência desconhecida.
Incorporação:
Outro - Mandato legal. Provém das colecções do extinto Museu Archeologico do Algarve (1880-1881).
Proveniência:
Castelo de Silves
Origem / Historial:
Alcatruz proveniente de Silves. Foi recolhido por Estácio da Veiga nos entulhos da chamada Cisterna dos Cães quando em 1878 fez explorações naquela cidade. Pertenceu ao espólio do Museu Archeologico do Algarve, tendo sido mais tarde, com as restantes colecções daquele organismo entretanto extinto, integrado no acervo do Museu Ethnographico Portuguez criado em 1893.
 
     
     
   
     
     
     
 
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