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FICHA DE INVENTÁRIO
Museu:
Museu Nacional de Arqueologia
N.º de Inventário:
17086
Supercategoria:
Arqueologia
Categoria:
Alfaias litúrgicas
Denominação:
Caldeirinha
Autor:
Desconhecido
Grupo Cultural:
Islâmico
Datação:
XIV d.C. - Idade Média - Contexto islâmico
Matéria:
Bronze
Técnica:
Martelagem, gravação, tauxia e aplicação de esmaltes
Dimensões (cm):
altura: 8,5; diâmetro: Boca: 15 ; bojo: 18,5;
Descrição:
Caldeirinha de metal. Apresenta corpo semi-esférico com fundo convexo, colo cilíndrico baixo que termina em aba extravasada. Apresenta uma asa móvel. Em toda a superfície exterior, no bojo e na base, ostenta uma rica decoração, executada com a técnica de gravação, tauxiado e aplicação de esmaltes de várias cores, parcialmente conservados, disposta em duas faixas de registo onde surgem medalhões circulares intercalados com elementos epigráficos. A presença de motivos de lotus e de peónias estilizadas nos medalhões denota influências orientais. O fundo da superfície está preenchido com minúsculos elementos fitomórficos em que surgem traços vigorosos e elegantes da escrita thuluth o que permite situar este artefacto inequivocamente num conjunto de produtos de luxo realizados em meados do século XIV no Egipto e na Síria dos Mamelucos. São conhecidos diversos candelabros, tinteiros, bacias, gomis etc que obedecem à mesma estética. No bojo, num dos trechos, lê-se "al-malik", provavelmente parte do título honorífico do destinatário. Alguns sultões dessa dinastia incluiram-no nos seus títulos. Caldeirinhas como esta, serviam para abluções fazendo conjunto com o seu respectivo gomil. É de admitir que a presença deste artefacto em Portugal decorra seja das trocas comerciais ou tenha a sua origem no botim de guerra.
Incorporação:
Compra - Adquirida por Felix Alves Pereira
Proveniência:
Ninho do Açôr.
Origem / Historial:
Esta caldeirinha encontrada em Ninho do Açôr (Castelo Branco), foi adquirida para o museu por Felix Alves Pereira em Março de 1910 (Livro de Entradas MNA, E 2727). Em toda a superfície exterior, no bojo e na base, ostenta uma rica decoração, executada com a técnica de gravação, tauxiado e aplicação de esmaltes de várias cores, parcialmente conservados, disposta em duas faixas de registo onde surgem medalhões circulares intercalados com elementos epigráficos. A presença de motivos de lotus e de peónias estilizadas nos medalhões denota influências orientais. O fundo da superfície está preenchido com minúsculos elementos fitomórficos em que surgem traços vigorosos e elegantes da escrita thuluth o que permite situar este artefacto inequivocamente num conjunto de produtos de luxo realizados em meados do século XIV no Egipto e na Síria dos Mamelucos. São conhecidos diversos candelabros, tinteiros, bacias, gomis etc que obedecem à mesma estética. No bojo, num dos trechos, lê-se "al-malik", provavelmente parte do título honorífico do destinatário. Alguns sultões dessa dinastia incluiram-no nos seus títulos. Caldeirinhas como esta, serviam para abluções fazendo conjunto com o seu respectivo gomil. É de admitir que a presença deste artefacto em Portugal decorra seja das trocas comerciais ou tenha a sua origem no botim de guerra. Texto de: Eva - Maria von Kemnitz
 
     
     
   
     
     
     
 
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