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FICHA DE INVENTÁRIO
Museu:
Museu Nacional de Arqueologia
N.º de Inventário:
994.6.4
Supercategoria:
Arqueologia
Categoria:
Escultura
Denominação:
Estatueta de Eros sobre golfinho
Datação:
II d.C. - Época Romana
Matéria:
Mármore branco
Dimensões (cm):
altura: 21,8; largura: 20,7; espessura: 13;
Descrição:
Fragmento de estatueta representando Eros sobre um golfinho. A parte inferior do corpo, as coxas, pernas e pés são tudo o que resta de Eros. Este encontra-se assente sobre uma parte do dorso de um golfinho a que desapareceu a cauda, subsistindo a cabeça com representação de olhos e boca, e a região lombar com as respectivas barbatanas. O golfinho encontra-se disposto obliquamente sobre o ondulado do mar transmitindo-nos a percepção de movimento.Todo o conjunto assenta numa base de forma rectangular que mantém a estatueta de pé. É uma peça destinada a ser vista lateralmente, de acurada modelação, imitando padrões helenísticos, talvez dos inícios do Império. Esta peça deve ser relacionada com um importante núcleo de mosaicos representando peixes e com a existência de um templo, possivelmente dedicado a divindades aquáticas conotadas com todas as forças criadoras e fecundas da natureza. Esta escultura devia ter sido utilizada como elemento decorativo integrado nesse conjunto. Na mitologia dionisíaca os golfinhos são antigos piratas castigados pelo deus que, arrependidos, se tornaram amigos dos homens e conduzem os náufragos à salvação. Assimilado aos peixes, o golfinho é símbolo da fecundidade e da vida que pulula nas águas do mar. Também o pequeno Eros que cavalga o golfinho se relaciona com a Afrodite marinha e é igualmente um símbolo vitalista. A peça, representando o salvamento de um menino, possui, por isso, um significado salvífico e propiciador de fecundidade. (Segundo Matos, op.cit).
Incorporação:
Outro - Mandato legal. Em 1894 todo o material recolhido por Estácio da Veiga e pertencente ao Museu do Algarve deu entrada no Museu Etnológico Português por despacho ministerial
Proveniência:
Milreu.
Origem / Historial:
As ruínas romanas de Milreu são conhecidas desde o séc. XVI através de André de Resende. Em 1877 Estácio da Veiga, no âmbito do levantamento da carta arqueológica do Algarve, efectuou as primeiras escavações arqueológicas naquele local com o apoio do dono do terreno o Sr. Manuel José de Sarrea Tavares Garfias e Torres, tendo recolhido um abundante, rico e diversificado espólio arqueológico que foi depositado no Museu do Algarve. Em 1894, este material deu entrada no Museu Etnológico Português. Durante as suas pesquisas ele escavou um balneário com 58 compartimentos, casas de habitação, oficinas industriais, arruamentos, canalizações, etc e já perto da Serra de Guelhim o cemitério da cidade. Para este investigador Milreu era a sede da cidade de Ossonoba.
 
     
     
   
     
     
     
 
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