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FICHA DE INVENTÁRIO
Museu:
Museu Nacional de Arqueologia
N.º de Inventário:
E 6565
Supercategoria:
Arqueologia
Categoria:
Epigrafia
Denominação:
Lápide funerária
Autor:
Desconhecido
Datação:
XI d.C. - XII d.C. - Idade Média - Contexto Islâmico
Matéria:
Mármore branco
Dimensões (cm):
altura: 24; largura: 18; espessura: 7,5;
Descrição:
Lápide funerária de mármore. O fragmento conservado apresenta uma forma rectangular. Ostenta cinco linhas de escrita incompletas. A inscrição é executada em carácteres cúficos, já bastante gastos e sem pontos diacríticos. O campo epigráfico ocupa quase toda a superfície existindo contudo uma espécie de moldura lisa e fina à volta e, em baixo uma margem de cerca de 3 cm. As dimensões do campo epigráfico são as seguintes A: 19,5 cm; L: 16,5 cm havendo um intervalo de cerca de 1 cm entre as linhas de escrita. A lápide é executada em mármore branco, um pouco rosado com veios escuros. Epitáfio de cinco linhas incompleto: "Bismi-l-Allahi al-rah...; haza kabir A...; ibn al-Khal...; Muhammad ibn al-...; wa..." - "Em nome de Deus, Cle(mente)..; esta é a sepultura de A...; ibn al-Khal; Muhammad ibn al-..."
Incorporação:
Doação - Oferecida por António da Silva Fernandes
Proveniência:
Mértola
Origem / Historial:
Este fragmento da lápide funerária provém de Mértola onde foi encontrada em data e circunstâncias desconhecidas. Em 1895 foi oferecida ao Museu por António da Silva Fernandes, natural de Mértola. A pedido de Leite Vasconcellos foi estudada ainda em finais do século passado por David Lopes, insigne arabista português e, mais tarde por A.R. Nykl, arabista americano que nos anos quarenta realizou o leventamento dos monumentos epigráficos árabes existentes em Portugal. O fragmento conservado da lápide corresponde à parte superior direita da lápide original. A inscrição está incompleta, enquadrada por uma espécie de moldura lisa. Conservam-se cinco linhas executadas em carácteres cúficos em relevo, muito gastos e sem pontos diacríticos. A inscrição constitui um epitáfio de um desconhecido, sendo legíveis apenas alguns elementos do nome. O epitáfio obedece a um esquema simples corrente, começando pela invocação: "Em nome de Deus...", seguindo-se a expressão usual "esta é a sepultura" que precede o nome do defunto. Não tem data. Em função do tipo de letra empregue é possível atribuir a lápide ao período dos sécs. XI - XII. Estudo da peça: Eva - Maria von Kemnitz
 
     
     
   
     
     
     
 
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