MatrizNet

 
Logo MatrizNet Contactos  separador  Ajuda  separador  Links  separador  Mapa do Site
 
sábado, 28 de maio de 2022    APRESENTAÇÃO    PESQUISA ORIENTADA    PESQUISA AVANÇADA    EXPOSIÇÕES ONLINE    NORMAS DE INVENTÁRIO 

Animação Imagens

Get Adobe Flash player

 


 
     
     
 
FICHA DE INVENTÁRIO
Museu:
Museu Nacional de Etnologia
N.º de Inventário:
AD.643
Supercategoria:
Etnologia
Categoria:
Ritual
Denominação:
Colher
Autor:
Desconhecido
Local de Execução:
Guiné-Bissau, Arquipélago dos Bijagós, Orango Grande, Eticoga
Grupo Cultural:
Bijagós
Datação:
XX d.C.
Matéria:
Madeira.
Dimensões (cm):
largura: 4,2; comprimento: 49,5;
Descrição:
Colher em madeira, enegrecida de fuligem, com um lado espatulado e outro estilizando um concha (desprovidas das partes laterais). Entre a concha e a espátula, vê-se uma faixa entalhada (parcialmente obra de torno). No ponto, onde começa a parte espatulada vê-se a figuração de um par de seios.
Incorporação:
Compra
Proveniência:
Guiné-Bissau, Arquipélago dos Bijagós, Orango Grande, Eticoga
Origem / Historial:
«Estes implementos são mais espátulas do que colheres porque nunca são levadas à boca (os Bijagós ainda comem com a mão direita). As espátulas são usadas para remexer a comida preparada pelas mulheres - sobretudo arroz com óleo de palma vermelho e marisco cozido semelhante a oveiros que é apanhado na praia. Qualquer rapazinho, com uma enxó, uma pequena faca e uma folha abrasiva, pode esculpir uma espátula de um pedaço de madeira dura; o cabo é decorado com guilhochés e triângulos ou encabeçado por um hipopótamo. As colheres mais requintadas, contudo, foram provavelmente feitas por um rapaz mais velho durante o seu período de iniciação ou por um escultor experiente a quem a aldeia encomendou estes utensílios. As espátulas mais antigas, como as do Museu Nacional de Etnologia (cats. 138, 139, página 178) são complexas: a espátula é achatada numa das extremidades para remexer a comida durante a sua confeção, enquanto a outra ponta termina numa superfície côncava que serve para servir o cozinhado quando ele está pronto. O cabo é esculpido com motivos decorativos ou animais, mas, normalmente, faz alusão à mulher, a qual gere o fornecimento de alimentos à aldeia, plantando sementes (arroz "molhado" que cresce na época das chuvas) e, juntamente com os filhos, afugenta predadores, colhe e peneira o arroz, armazena-o e, finalmente, prepara-o.» Esta colher «apresenta uma abastração da mesma ideia pois a concha é encabeçada por um cabo arqueado que evoca a curvatura do pescoço, enquanto dois pequenos cones na parte da frente da espátula sugerem os seios. Feitos de madeira dura que raramente é atacada por insectos, estes exemplares antigos deveriam ter sido usados exclusivamente em cerimónias, pois os habitantes ainda os possuíam na altura da sua recolha.» (Duquette, 2000: 175)
Registos Associados
Entidades
imagem
imagem
 
     
     
   
     
     
     
 
Secretário Geral da Cultura Direção-Geral do Património Cultural Termos e Condições  separador  Ficha Técnica