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FICHA DE INVENTÁRIO
Museu:
Museu Nacional de Arqueologia
N.º de Inventário:
CNANS 00011.06
Supercategoria:
Arqueologia
Categoria:
Armas
Denominação:
Colubrina
Datação:
Idade Moderna
Matéria:
Bronze
Dimensões (cm):
diâmetro: 30,2-31,1 cm; comprimento: 279,4 cm;
Descrição:
Colubrina bastarda em bronze. Apresenta cascavel em asa de golfinho, moldura de espalda plana, em faixas concêntricas, dois espeques enquadrados num espesso ressalto rectangular em forma de placa; O ouvido não mostra orla e não está visível; À frente do bocel da culatra, a 7 cm da moldura, apresenta as armas de Espanha muito erodidas, não sendo visível nenhuma cartela ou qualquer inscrição; O 2º reforço não tem bocel atrás das asas, nem o bocela da bolada; apresenta duas asas de golfinho e o bocel da túlipa.
Incorporação:
Achado
Proveniência:
Ponta do Altar (Lagoa)
Origem / Historial:
Em 1992 cinco canhões de bronze foram descobertos por mergulhadores amadores, a pouca profundidade, nas proximidades da Ponta do Altar (Ferragudo, Lagoa), na boca do rio Arade, à vista de Portimão. No ano seguinte as sondagens efectuadas no local permitiram elevar a oito o número de canhões descobertos e recuperar outros indícios, pequenos, mas numerosos, que confirmaram pertencer a um contexto arqueológico ‘coerente’, embora disperso por uma área que se presume vasta. Com efeito, os espólios recolhidos e as observações feitas no sítio da Ponta do Altar B atestam o naufrágio de um navio espanhol ou português, ainda não identificado, ocorrido durante ou após o reinado de Filipe III de Espanha, II de Portugal (1598-1621), em qualquer dos casos posteriormente a 1606, data gravada num dos canhões. Independentemente de se tratar de um caso singular e exemplar, tanto do ponto de vista científico- patrimonial como cívico, o conjunto de bocas de fogo da Ponta do Altar B veio prestar um notável contributo ao conhecimento da artilharia do período do domínio filipino em Portugal. Assim, de entre as seis colubrinas bastardas presentes, três foram fundidas em Lisboa pelo conhecido fundidor espanhol Fernando Vallesteros; das duas restantes peças, de menor calibre, assimiláveis a meias-esperas, uma ainda não foi completamente identificada, e a restante ostenta um conhecido e enigmático escudete já sem leitura mas que, frequentemente, apresenta a enigmática e controversa cifra CFR.º (com o º dentro da cabeça do R). Com efeito, este escudete com esta sigla encontra-se presente em diversos falconetes e cameletes provenientes na esmagadora maioria dos casos de navios portugueses naufragados na segunda metade do século XVI, entre o Atlântico e o Índico. [FA]
 
     
     
   
     
     
     
 
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