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FICHA DE INVENTÁRIO
Museu:
Museu Nacional de Etnologia
N.º de Inventário:
AK.891
Supercategoria:
Etnologia
Categoria:
Ritual
Denominação:
Bastão
Autor:
Desconhecido
Local de Execução:
Bine, ilha de Canhabaque, Arquipélago de Bijagós, Guiné-Bissau
Grupo Cultural:
Bijagós
Matéria:
Madeira.
Dimensões (cm):
altura: 119;
Descrição:
Bastão em madeira, encimado por representação esculpida de figura feminina, com as mãos erquidas apoiadas no topo da cabeça, de seios destacados e tatuagem na região umbilical.
Incorporação:
Compra
Proveniência:
Bine, ilha de Canhabaque, Arquipélago de Bijagós, Guiné-Bissau
Origem / Historial:
Produzido em reclusão no mato pelos jovens em processo de iniciação e depois utilizado pelas raparigas «defunto» em rituais de possessão. Segundo os naturais da ilha de Canhabaque, as mulheres Bijagó não são iniciadas e não se organizam em classes de idade como os homens, fazendo apenas a distinção entre a "okanto", a mulher que já teve filhos, e a "kampune", a jovem rapariga que ainda não foi mãe (HENRY, 2011: 100). Contudo, os vários autores são unânimes quanto à existência de um processo de maturação nas jovens raparigas, após o qual estas poderão ascender a mulheres "grandes", e que as organiza também em grupos de idade, ainda que sem delimitações tão rígidas e sem a dureza e provações que caracteriza as dos homens Bijagó, e que desempenha nestas a função de uma iniciação. Ele consiste na necessidade das mulheres/ jovens serem possuídas pelo espírito de um jovem falecido (defunto ou orebok) antes de ter completado a sua iniciação. O espírito de uma mulher que morre seja em que idade for tem sempre a força necessária para chegar ao destino que lhe é próprio no mundo do além. Ao contrário, o espírito de um homem que morre antes de ser considerado adulto, permanecerá errante junto do mundo dos vivos, tornando-se uma energia perigosa na aldeia, causadora de doenças e mortes. É neste princípio que se baseia a necessidade das mulheres serem possuídas por estes espíritos, são elas que têm a capacidade de mediarem os dois mundos, que lhes advém da sua função reprodutora, do fato de gerarem vida. Através da possessão elas concluem o ciclo iniciático que a morte interrompeu e neste sentido tornam-se um pilar fundamental para o equilíbrio coletivo.
 
     
     
   
     
     
     
 
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