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FICHA DE INVENTÁRIO
Museu:
Museu Nacional de Etnologia
N.º de Inventário:
AP.885
Supercategoria:
Etnologia
Categoria:
Transportes
Denominação:
Jugo
Autor:
Desconhecido
Local de Execução:
Noroeste de Portugal.
Datação:
XIX d.C. - XX d.C.
Matéria:
Madeira de freixo, metal, crina.
Dimensões (cm):
altura: 69; largura: 109; espessura: 6;
Descrição:
Jugo de tábua de madeira, com formato geral trapezoidal. O rebordo superior é ondulado e elevado a meio em ângulo muito aberto. Os rebordos laterais são ligeiramente curvos e alargam no sentido inferior. O rebordo inferior tem duas largas reentrâncias semi-circulares- as golas- com umas pontas inferiores. As pontas das golas são elementos separados fixos à tábua. As pontas interiores são de dimensão inferior às exteriores. Entre estas, o rebordo inferior é irregular. Na duas faces é visivel uma grande janela rectangular de vasados junto ao rebordo superior da tábua, preenchida por motivos variados. Esta janela é também elevada a meio em ângulo muito aberto. Abaixo desta, apresentam-se mais duas janelas de vasados funcionais e decorativos. Na direcção do sector central do rebordo inferior, estão duas grandes aberturas funcionais. Acima de cada gola estão dois orifícios quadrangulares. Na face da frente, um friso de ramo ondulado com folhas de videira contorna o rebordo superior. Três folhas ornamentam os cantos superiores da tábua. Outro friso com um ramo ondulado saindo de vasos contornam os rebordos laterais. A janela superior de vasados está preenchida por uma linha horizontal de meia-luas, acima de uma linha de flores de cinco pétalas, ligadadas a uma linha de ramos ondulados. Mais a baixo está uma linha de motivos vegetais, e uma outra linha de meia-luas. Esta face tem como motivo central uma esfera armilar ladeada por dois ramos ligados por baixo, acima de um ramo com folhas. A inscrição “1929” está incisa superficialmente acima do motivo central. Duas linhas horizontais de goivados separam a janela superior de vasados das duas janelas inferiores. Estas janelas estão preenchidas por uma flor de oito pétalas e uma flor de lis. Linhas de goivados delimitam verticalmente e horizontalmente estas janelas. Junto ao rebordo inferior, acima das pontas interiores das golas, encontram-se duas flores com onze pétalas, numa moldura quadrangular. A face de trás não apresenta nenhuma decoração. Ambas as faces apresentam vestígios de policromia. Duas finas chapas metálicas reforçam as arestas laterais. A face de trás apresenta duas chapas metálicas rectangulares, uma fixa verticalmente a meio da tábua, outra mais larga, fixa horizontalmente junto ao rebordo inferior.
Incorporação:
Compra
Proveniência:
Arnoso, concelho de Vila Nova de Famalicão, distrito de Braga.
Origem / Historial:
A colecção de jugos portugueses do Museu Nacional de Etnologia (MNE) faz parte de um conjunto mais vasto de recolhas que resultaram de um percurso de pesquisa sobre as técnicas e tecnologias tradicionais em Portugal. Este programa foi iniciado no terreno em 1947, pelo Centro de Estudos de Etnologia Peninsular, constituído por Ernesto Veiga de Oliveira (1910- 1990), Fernando Galhano (1904-1995) e Benjamim Pereira (1928), e sob a direcção de Jorge Dias (1907-1973). Este programa de investigação, que durou trinta anos, levou ao levantamento e o conhecimento sistemático da realidade rural de norte a sul do país. As campanhas de recolha dos objectos iniciaram-se após a criação da Missão Organizadora do então Museu de Etnologia do Ultramar (MEU) em 1962 e intensificaram-se com a sua criação formal em 1965. O estudo dos Sistemas de atrelagem dos bois em Portugal, escrito por Ernesto Veiga de Oliveira, Fernando Galhano e Benjamim Pereira, e publicado em 1973, resultou daquele percurso de pesquisa e recolha. Neste estudo foram distinguidos pela primeira vez os dois tipos morfológicos de jugos em Portugal: o jugo de trave e o jugo de tábua. A colecção compoe-se de 59 jugos de tábua exclusivamente provenientes do Noroeste de Portugal e de 41 jugos de trave oriundos de outras partes do País. A maior parte da colecção de jugos foi adquirida entre 1962 e 1968, com vista a apresentar um conjunto destes na “Exposição de Alfaia Agrícola Tradicional Portuguesa” organizada pelo MEU em Julho 1968, por ocasião da 4° conferência de “Ethnologia Europeae”. Os outros jugos foram adquiridos entre 1969 e 1973, e ainda entre 1977 e 1987, com vista ao enriquecimento do conjunto inicial. Tipologias deste jugo: Variante do Minho Sistema de atrelagem jugular e cornal
 
     
     
   
     
     
     
 
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