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FICHA DE INVENTÁRIO
Museu:
Museu Nacional de Etnologia
N.º de Inventário:
AP.080
Supercategoria:
Etnologia
Categoria:
Ritual
Denominação:
Máscara
Autor:
Desconhecido
Local de Execução:
Arquipélago Bijagó, Guiné-Bissau
Grupo Cultural:
Bijagós
Datação:
XIX d.C. - XX d.C.
Matéria:
Madeira.
Dimensões (cm):
altura: 34; largura: 28,5;
Descrição:
Máscara de madeira que representa um rosto humano. Testa, maçãs do rosto e boca bastante salientes. Os olhos e a boca são vazados. As orelhas são grandes e pontiagudas no topo. Superfície na cor natural da madeira, com excepção do cabelo, sobrancelhas, bigode e maçã-de-adão, que foram escurecidas a negro; e dos olhos que foram contornados a vermelho.
Incorporação:
Doação
Proveniência:
Arquipélago Bijagó, Guiné-Bissau
Origem / Historial:
Utilizada pelos homens adultos, já iniciados, da classe de idade "camabi" para desempenhar um papel de escárnio em performances rituais públicas. As performances com máscaras são a face mais visível do sistema de organização social que tem estruturado a comunidade Bijagó, segundo o qual os homens estão sujeitos a uma hierarquia de classes de idade desde muito novos. A progressão pelos sucessivos grupos etários é fortemente marcada até certa idade pela participação em apresentações públicas nas quais se interligam elementos como música, canto e dança. Estas atuações são verdadeiras performances artísticas, através das quais os protagonistas experimentam sensorialmente os valores e conduta morais que a comunidade exige de si. As máscaras evidenciam por si só a fase de maturação em que se encontram os indivíduos. Estas podem representar animais aquáticos como o peixe-serra e o tubarão ou animais terrestres como a vaca, o boi ou o búfalo. Quando mais leves e pequenas, são atribuídas aos mais jovens, mimetizando a sua inexperiência. O peso, grande dimensão e ferocidade de outras, representam a pujança física e a exuberância da juventude ainda indomada característicos de uma fase anterior à iniciação ("fanado"). O despojamento mais tardio do colorido e da complexidade dos trajes no homem adulto ("camabi") traduz a valorização da sabedoria e poderes rituais próprios dos anciãos.
 
     
     
   
     
     
     
 
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