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FICHA DE INVENTÁRIO
Museu:
Museu Nacional de Etnologia
N.º de Inventário:
AE.002
Supercategoria:
Etnologia
Categoria:
Ritual
Denominação:
Máscara
Autor:
Desconhecido
Local de Execução:
Ilha Formosa, arquipélago Bijagó, Guiné-Bissau
Grupo Cultural:
Bijagós
Datação:
XIX d.C. - XX d.C.
Matéria:
Madeira, chifres, fibras vegetais, vidro, metal, tinta.
Dimensões (cm):
altura: 32,7; largura: 61,5;
Descrição:
Máscara tipo elmo, de madeira, que representa uma cabeça de um touro selvagem. Possui dois chifres naturais e, abaixo destes, duas pequenas orelhas projectadas para os lados. Os olhos são de vidro escuro, circundados por uma rodela de couro. O focinho é curto, perfurado transversalmente no topo. A boca está entreaberta. Pintada de preto, com excepção de um triângulo na testa, focinho e algumas decorações na parte posterior, pintados de branco. Na base dos chifres encontra-se uma pequena cinta franjada de ráfia. Uma fina corda está atada em várias voltas em torno dos dois chifres, pendendo atrás, sobre o cachaço, uma extremidade comprida desta.
Incorporação:
Compra
Proveniência:
Ilha Formosa, arquipélago Bijagó, Guiné-Bissau
Origem / Historial:
Complemento da máscara usada pelos rapazes da classe de idade pré-iniciática "karo" ("cabaro", "kalo") em momentos de dança. As performances com máscaras são a face mais visível do sistema de organização social que tem estruturado a comunidade Bijagó, segundo o qual os homens estão sujeitos a uma hierarquia de classes de idade desde muito novos. A progressão pelos sucessivos grupos etários é fortemente marcada até certa idade pela participação em apresentações públicas nas quais se interligam elementos como música, canto e dança. Estas atuações são verdadeiras performances artísticas, através das quais os protagonistas experimentam sensorialmente os valores e conduta morais que a comunidade exige de si. As máscaras evidenciam por si só a fase de maturação em que se encontram os indivíduos. Estas podem representar animais aquáticos como o peixe-serra e o tubarão ou animais terrestres como a vaca, o boi ou o búfalo. Quando mais leves e pequenas, são atribuídas aos mais jovens, mimetizando a sua inexperiência. O peso, grande dimensão e ferocidade de outras, representam a pujança física e a exuberância da juventude ainda indomada característicos de uma fase anterior à iniciação ("fanado"). O despojamento mais tardio do colorido e da complexidade dos trajes no homem adulto traduz a valorização da sabedoria e poderes rituais próprios dos anciãos.
 
     
     
   
     
     
     
 
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