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OBJECT DETAILS
Museum:
Palácio Nacional da Pena
Inventory number:
PNP1184
Supercategory:
Arte
Category:
Vidros
Name:
Jarra
Author:
Émile Gallé
Manufacture Center:
França
Date / Period:
1801 A.D - 1900 A.D
Material:
Vidro
Measurments (cm):
height: 25,9; diameter: 16;
Description:
Jarra de vidro decorada com flores em tons de violeta e verde sobre fundo cinza-rosa.
Incorporation:
Doação - Esta peça foi doada pelo Sr. Tullio Pignataro em substituição de uma peça do mesmo autor que ele partiu enquanto visitava o Palácio.
Origin / History:
Esta jarra foi doada em 1974 por um visitante do Palácio Nacional da Pena, o Sr. Tullio Pignataro, que por acidente terá quebrado uma jarra pertencente ao acervo deste palácio, tendo oferecido a jarra PNP1184 do mesmo autor da primeira, para compensar o seu acto. Este processo identifica-se num conjunto de ofícios do Palácio da Pena, sendo que num deles o Ministério das Finanças dá conta da ocorrência: "AUTO DE NOTÍCIA / Aos vinte e dois dias do mês de Abril de mil novecenos e setenta e dpos às desasseis horas da tarde, tendo o contínuo de segunda classe Paulo de Assunção Costa, seguido com um grupo de nove pessoas, todos estrangeiros exceptuando um casal portugês, ao chegar à Sala do Cofre também dita Sala da Mobília Chinesa, enquanto dava as suas explicações aos visitantes ingleses e estando voltado para os mesmos, sentiu o barulho de uma peça que se partiu. Voltou-se e viu que tinha sido uma senhora italiana que seguia no mesmo grupo que, debruçando-se sobre o cortão, à distância de mais de um metro, tinha tentado agarrar uma jarra que se encontrava exposta sobre uma mesa e ligada por um fio de arame. É de prever que tendo tentado agarrar a peça e não esperando que estivesse ligada pela base com um fio de arame à mesa, esta se desiquilibrasse partindo-se sobre a mesa. Explica a citada senhora ter tentado pegar na peça como conhecedora de antiquária, para verificar a transparência da mesma. Ficou apurado logo na altura e junto do encarregado do pessoal menor José Rodrigues, que se tratava da cidadã italiana Elisa Bella Rota, que se fazia acompanhar do seu marido o senhor Pignataro e moradores na Via Chinossetto, 11, Milão. A senhora expontâneamente reconheçe a sua falta e a pedido do encarregado do pessoal deixou uma caução de cinquenta dólares. / Depois do incidente a peça ficou partida em três partes, tendo possibilidade de restauro, contudo ficará muito diminuída no seu valor histórico, artístico e intrínseco. Trata-se da peça inventariada sob o número de inventário 1336, e descrita como: "Jarra para flores de material vítreo com decorações florais em relevo, polícroma, predominando porém os tons de azul marinho. Tem as seguinte inscrição: em letras douradas: 'Plvs de Fratricides Lvuttes/ Plvs de Larmes / Plvs de Sang/ Mauric Boucher'. É uma peça em estilo "Arte Nova", possívelmente da autoria de Émile Gallé da Escola de Nancy, de finais do século XIX - 1.900. Tem as seguintes dimensões: 243mmX23mm e o seu valor actualmente no mercado das antiguidades é cerca de 50.000$00. Esta peça que se encontrava em perfeito estado de conservação, tendo ainda o primitico estojo, foi transferida no ano de 1950 da Casa Forte do Palácio das Necessidades, para o Palácio da Pena, e que vem comprovar a sua autenticidade e (...) na pertença da Casa Real Portuguesa / Palácio Nacional da Pena aos 22 de Abril de 1972 / A Conservadora / ( Maria Simoneta Bianci Ayres de Carvalho)" [Arquido PNP, Movimentação de Objectos] Entre a mesma documentação identifica-se esta peça num documento da Conservadora do Palácio da Pena dirigido ao chefe da Repartição do Património da Direcção Geral da Fazenda Pública, datada de 2 de Maio de 1972, em que refere aceitar a proposta do Sr. Tullio de substituir a peça pertida por outra jarra do mesmo autor: "(...) Considero ser de aceitar a proposta que o mesmo Senhor nos faz, isto é, enviar uma peça idêntica à que se partiu, do mesmo autor e do mesmo período, época "chinesa". A recompensa material que poderíamos exigir em nada viria beneficiar o nosso património artístico nem o recheio deste Palácio nem sequer remediaria o dano causado à peça. Como nas colecções públicas que se encontram em Portugal (exceptuando o Museu da Fundação Calouste Gulbenkian) há pouquíssimas peças deste autor, a aquisição por este processo de mais uma só viria enriquecer o nosso património. Poder-se-ia propor ao mesmo senhor que nos enviasse fotografias a cores e detalhadas da peça que tenciona enviar bem como a descrição e as medidas da mesma. A a peça poderia ser enviada "à condição" e se os peritos encarregados de a avaliar lhe reconhecessem um interesse real poderia então ser aceite como recompensa do dano. (...)" [Arquivo PNP, Movimentação de Objectos] Por fim, a jarra PNP1184 foi aceite e transferida para a Repartição do Património da Direcção Geral da Fazenda Pública, e depois para o Palácio Nacional da Pena, como refere um documento da mesma repartição, datado de 24 de Setembro de 1973, dirigido à Conservadora do Palácio da Pena: "À Srª. Conservadora do Palácio Nacional da Pena, Sintra, (...) para conhecimento e devidos efeitos se lhe comunica, que, tendo ora sido recebida nos serviços a aludida peça oferecida em substituição da que se partiu e fazia parte do recheio do palácio (...)." E ainda um documento ainda da mesma repartição, datado de 17 de Janeiro de 1974 "À Srª Conservadora do Palácio Nacional da Pena se comunica que se encontra concluído o processo referente à aceitação, pelo Estado, de uma jarra da autoria de Emile Gallé, em substituição de uma outra danificada nesse Palácio. / A jarra entregue pelo responsáve pelo acidente, pode, pois, ser, desde já, transportada para esse Palácio a fim de ser exposta ao Público. (...)". [Arquivo PNP, Movimentação de Objectos]
 
     
     
   
     
     
     
 
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