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FICHA DE INVENTÁRIO
Museu:
Palácio Nacional da Pena
N.º de Inventário:
PNP279
Supercategoria:
Arte
Categoria:
Vidros
Denominação:
Taça
Autor:
Autor não identificado
Centro de Fabrico:
Veneza (ou à la façon de)
Datação:
Século XVII (?)
Matéria:
Vidro
Técnica:
Vidro soprado em molde, decoração de filigrana.
Dimensões (cm):
altura: 7,8; diâmetro: 27;
Descrição:
Taça de vidro circular com aba gomada. Apresenta decoração filigranada a fili e a retorti ou retortoli em toda a peça à exceção da base. O vidro é incolor nas secções não decoradas e branco nos elementos filigranados * * * Tazza é o termo italiano que designa um objecto composto por um prato largo e fundo assente sobre pé. Trata-se de um modelo de recipiente muito utilizado para servir frutos ou doces durante o Renascimento italiano. Porém, o termo é muito abrangente e é, frequentemente, utilizado para designar alguns tipos de cálice. A taça PNP279 pode também ser incluída nesta categoria. Apesar da reduzida dimensão do pé, o diâmetro e o tratamento da aba aproximam-na das tazze do século XVI. A produção de tazze em Veneza conheceu o seu período áureo durante os séculos XV e XVI. Ainda no início do Cinquecento, estas taças eram decoradas maioritariamente com pintura a esmalte. Porém, o desenvolvimento da técnica da filigrana gerou novas soluções decorativas. A técnica consistia em fundir canas de vidro opaco (lattimo) sobre vidro transparente de forma a obter-se um efeito de fios paralelos, dito a fili. A partir desta descoberta, surgiram duas variantes principais: a torção das canas (a retorti) e o seu entrecruzamento (a reticello). A conjugação destas opções decorativas permitiu criar dezenas de motivos que se reproduziram até ao século XIX um pouco por toda a Europa. Uma das principais razões do sucesso da produção veneziana do século XVI reside na tipologia do vidro. Com efeito, a descoberta em Veneza (ou mais concretamente, Murano), durante o século XV, do cristallo, um vidro de grande qualidade, muito leve, fino e praticamente transparente, alargou o fosso entre a produção veneziana e a dos outros centros vidreiros europeus. No entanto, apesar de várias medidas restritivas, a pressão exercida pelas cortes estrangeiras acabou por levar à saída de mestres vidreiros para outras partes do continente, onde começaram a produzir vidro ao estilo de Veneza (à la façon de Venise). O patamar de elevadíssima qualidade que foi possível atingir em muitas destas oficinas torna, muitas vezes, difícil a tarefa de distinguir esta produção da do Adriático.
Incorporação:
Transferência - Coleções Reais, Palácio da Pena, 1910
Origem / Historial:
Integrou o núcleo de vidros que o rei D. Fernando II reuniu num armário (PNP2212) do "Quarto de Passagem" do Palácio da Pena. O inventário orfanológico realizado após a morte do monarca (1885), localiza-o nesse compartimento, entre outras peças em vidro, com o n.º de conjunto 6229: "(...) uma bacia com gomos (...)". [ANTT, Inventário Orfanológico de D. Fernando II - Móveis existentes no Palácio da Pena, Cintra - Mobiliários que já existiam no dia 10 de junho de 1869].
 
     
     
   
     
     
     
 
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