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FICHA DE INVENTÁRIO
Museu:
Palácio Nacional da Pena
N.º de Inventário:
PNP277
Supercategoria:
Arte
Categoria:
Vidros
Denominação:
Frasco
Autor:
Autor não identificado
Local de Execução:
França ou Boémia (?)
Centro de Fabrico:
Alemanha (atr.)
Datação:
Século XVII (2ª metade) (?)
Matéria:
Vidro incolor transparente; liga metálica (tampa).
Técnica:
Vidro soprado em molde.
Dimensões (cm):
altura: 7,5; largura: 27,4; profundidade: 27,6;
Descrição:
DESCRIÇÃO FÍSICA: Frasco de vidro transparente em forma de barril assente sobre quatro pés e com tampa metálica. O bojo do frasco é gomado e está decorado com fios de vidro aplicados paralelamente a partir das extremidades, ocupando cerca de um terço da peça de cada um dos lados. * * * ENQUADRAMENTO HISTÓRICO-ARTÍSTICO: A produção de frascos de licor modelados foi uma realidade em muitos dos territórios germânicos entre os séculos XVI e XVIII. Os locais de maior produção localizavam-se a Sul, nomeadamente na Baviera, Floresta Negra, Tirol ou Suíça, tendo mesmo levado alguns autores a apelidar estas peças de “frascos alpinos”. No entanto, esta expressão está longe de ser consensual devido ao seu carácter redutor. Na verdade, estes exemplares foram produzidos desde Veneza até à Silésia (Schaich, pp. 302-305). * * * Embora se conheçam alguns exemplares produzidos em Veneza, trata-se de uma tipologia sobretudo germânica. Os formatos destes frascos modelados são relativamente simples. Os exemplares hoje conhecidos podem apresentar bases com as mais variadas formas geométricas (desde os simples quadrado, retângulo ou hexágono, a formas mais complexas como cruz grega ou círculo polilobado) (Schaich, pp. 302-305). A explicação para este facto reside nas características da pasta vítrea. Ao longo da época moderna, os vidreiros germânicos procuraram rivalizar com os produtores venezianos, cujos produtos faziam sucesso por toda a Europa. Contudo, a dificuldade em adquirir carbonato de sódio, fundente alcalino essencial na produção do vidro veneziano, obrigava os vidreiros germânicos a utilizar carbonato de potássio. Ao contrário do carbonato de sódio, este fundente gerava uma pasta vítrea que solidificava muito rapidamente, impossibilitando a criação de formas elaboradas como aquelas com que Veneza fascinara a Europa. No entanto, conhecem-se alguns exemplares com silhuetas mais extravagantes, como, por exemplo, de barril (como é o caso desta peça) ou de cão (Schaich, p. 321, cat.500). Estes objetos revelam um maior conhecimento das técnicas venezianas, uma realidade cada vez maior ao longo do século XVII, quando o vidro à la façon de Venise era já produzido um pouco por toda a Europa. * * * A tradição de formas relativamente simples prolongou-se pelo século XVII, mas o crescente conhecimento das técnicas venezianas levou ao desenvolvimento de sincretismos, nomeadamente ao nível da decoração. Com efeito, a pintura a esmalte, inicialmente executada no Adriático, conheceu particular desenvolvimento a Norte dos Alpes e, com o decorrer do século XVII, outras soluções decorativas inventadas pelos vidreiros de Veneza, como o vidro lattimo, o craquelé ou o calcedonio, foram também adaptados para esta tipologia de frascos. No caso do frasco PNP278, são os fios de vidro que decoram o bojo que lembram algumas peças venezianas do século XVI [vide galheta PNP286] e a façon de Venise do século XVII (nomeadamente da produção de Antuérpia). * * * OBJETOS SIMILARES: O frasco moldado PNP277 apresenta diversas afinidades formais com peças dos séculos XVII e XVIII existentes em diversas coleções: no Museu de Vidro de Corning, EUA (inv. 61.3.200; inv.67.3.26), na coleção Birgit und Dieter Schaich (cat.499, cat.457), no Museu Hentrich, em Dusseldorf (inv. P1940-35). Para exemplares anteriores, conhecem-se alguns frascos produzidos ainda durante a Antiguidade: no Museu Metropolitano de Arte, em Nova Iorque, inv. 17.194.305. Existem ainda outras tipologias, nomeadamente copos, que se aproximam formalmente deste tipo de frasco: coleção Birgit und Dieter Schaich, Kat.122; Museu Britânico, inv. 1870,0224.8.
Incorporação:
Transferência - Coleções Reais, Palácio da Pena, 1910
Origem / Historial:
Integrou o núcleo de vidros que o rei D. Fernando II reuniu num armário (PNP2212) do "Quarto de Passagem" do Palácio da Pena. O inventário orfanológico realizado após a morte do monarca (1885), localiza-o nesse compartimento, entre outras peças em vidro, com o n.º de conjunto 6228: "Um frásco em forma de pipa, (...) [ANTT, Inventário Orfanológico de D. Fernando II - Moveis existens no Palácio da Pena, Cintra - Mobiliários que já existiam no dia 10 de junho de 1869].
 
     
     
   
     
     
     
 
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