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OBJECT DETAILS
Museum:
Palácio Nacional da Pena
Inventory number:
PNP278
Supercategory:
Arte
Category:
Vidros
Name:
Frasco
Author:
Autor não identificado
Production Place:
Europa Central
Manufacture Center:
Alemanha ou Boémia
Date / Period:
Século XVIII (?)
Material:
Vidro e metal (estanho)
Technique:
Vidro soprado em molde
Measurments (cm):
height: 19,2; width: 12; depth: 10,5;
Description:
DESCRIÇÃO FÍSICA: Frasco de vidro lattimo polifacetado de base sextavada e com tampa. A decoração consiste em listas horizontais, em vidro opaco branco sobre vidro azul, repuxadas alternadamente para cima e para baixo, sendo este efeito desenhado com uma ligeira rotação de modo a criar a ilusão de torção da peça. Apresenta gargalo redondo e tampa em estanho. * * * ENQUADRAMENTO HISTÓRICO-ARTÍSTICO: A produção de frascos de licor modelados foi uma realidade em muitos dos territórios germânicos entre os séculos XVI e XVIII. Os locais de maior produção localizavam-se a Sul, nomeadamente na Baviera, Floresta Negra, Tirol ou Suíça, tendo mesmo levado alguns autores a apelidar estas peças de “frascos alpinos”. No entanto, esta expressão está longe de ser consensual devido ao seu carácter redutor. Na verdade, estes exemplares foram produzidos desde Veneza até à Silésia (Schaich, pp. 302-305). * * * Embora se conheçam alguns exemplares produzidos em Veneza, trata-se de uma tipologia sobretudo germânica. Os formatos destes frascos modelados são relativamente simples. Os exemplares hoje conhecidos podem apresentar bases com as mais variadas formas geométricas (desde os simples quadrado, retângulo ou hexágono, a formas mais complexas como cruz grega ou círculo polilobado) (Schaich, pp. 302-305). A explicação para este facto reside nas características da pasta vítrea. Ao longo da época moderna, os vidreiros germânicos procuraram rivalizar com os produtores venezianos, cujos produtos faziam sucesso por toda a Europa. Contudo, a dificuldade em adquirir carbonato de sódio, fundente alcalino essencial na produção do vidro veneziano, obrigava os vidreiros germânicos a utilizar carbonato de potássio. Ao contrário do carbonato de sódio, este fundente gerava uma pasta vítrea que solidificava muito rapidamente, impossibilitando a criação de formas elaboradas como aquelas com que Veneza fascinara a Europa. No entanto, conhecem-se alguns exemplares com silhuetas mais extravagantes, como, por exemplo, de barril [vide PNP277] ou de cão (Schaich, p. 321, cat.500). Estas peças revelam um maior conhecimento das técnicas venezianas, uma realidade cada vez maior ao longo do século XVII, quando vidro à la façon de Venise era já produzido um pouco por toda a Europa. * * * A tradição de formas relativamente simples prolongou-se pelo século XVII, mas o crescente conhecimento das técnicas venezianas levou ao desenvolvimento de sincretismos, nomeadamente ao nível da decoração. Com efeito, a pintura a esmalte, inicialmente executada no Adriático, conheceu particular desenvolvimento a Norte dos Alpes e, com o decorrer do século XVII, outras soluções decorativas inventadas pelos vidreiros de Veneza, como o vidro lattimo, o craquelé ou o calcedonio, foram também adaptados para esta tipologia de frascos. * * * A produção de vidro opaco branco (lattimo) conheceu o seu pico máximo entre 1475 e 1525, em Veneza. A aposta neste tipo de vidro procurava responder à crescente ameaça que a porcelana asiática representava para o mercado do vidro (Klein e Lloyd, p.72). Embora, as peças concebidas totalmente em lattimo tenham vindo a decrescer ao longo do século XVI, este tipo de vidro continuou a ser produzido como forma de decoração, sobretudo para criar efeitos de filigrana sobre uma base de vidro transparente. Ao branco somaram-se muitas outras cores que vieram multiplicar os esquemas decorativos. * * * OBJETOS SIMILARES: O frasco moldado PNP278 apresenta diversas afinidades formais com peças dos séculos XVII e XVIII existentes em diversas coleções. A coleção de Birgit e Dieter Schaich conta com alguns exemplares muito similares em vidro transparente colorido e com a mesma tipologia de decoração em vidro opaco. Outros exemplares de frascos prismáticos encontram-se à guarda do Museu Victoria & Albert, em Londres (inv. C.66-1964) e do Museu de Vidro de Corning, nos E.U.A. (inv. 57.7.14.). O Museu de Vidro Hentrich, em Dusseldorf, possui um frasco atribuído à Silésia que repete a mesma forma (inv. P1940-108).
Incorporation:
Transferência - Coleções Reais, Palácio da Pena, 1910
Origin / History:
Integrou o núcleo de vidros que o rei D. Fernando II reuniu num armário (PNP2212) do "Quarto de Passagem" do Palácio da Pena. O inventário orfanológico realizado após a morte do monarca (1885), localiza-o nesse compartimento, entre outras peças em vidro, com o n.º de conjunto 6229: "Um frasco azul (...) [ANTT, Inventário Orfanológico de D. Fernando II - Moveis existens no Palácio da Pena, Cintra - Mobiliários que já existiam no dia 10 de junho de 1869]. O inventário de 1911 descreve-o como: “Um frasco de vidro azul com tampa de metal [sic]” [Arquivo do PNP].
 
     
     
   
     
     
     
 
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