MatrizNet

 
Logo MatrizNet Contactos  separador  Ajuda  separador  Links  separador  Mapa do Site
 
sábado, 23 de janeiro de 2021    APRESENTAÇÃO    PESQUISA ORIENTADA    PESQUISA AVANÇADA    EXPOSIÇÕES ONLINE    NORMAS DE INVENTÁRIO 

Animação Imagens

Get Adobe Flash player

   
     
   
Romantismo e Crinolinas
Museu Nacional do Traje e da Moda



Apresentação

 

ROMANTISMO E CRINOLINAS

No século XIX, época da industrialização, surgiram rápidos progressos tecnológicos em várias áreas da produção, aos quais a indústria da moda não foi alheia.

Na década de 50, D. Pedro V inaugurou a primeira linha ferroviária que ligava Lisboa ao Carregado, assim como, o primeiro telégrafo elétrico e as viagens regulares por navio entre Portugal e Angola, para além de introduzir o sistema métrico. Na década seguinte D. Luís I deu continuidade ao alargamento da rede de estradas e dos caminhos-de-ferro, num período fértil em acontecimentos políticos e culturais.

Os grandes armazéns deram os seus primeiros passos e os manuais de civilidade transmitiam as regras do “bem-vestir”. Os jornais de moda multiplicaram-se e as revistas divulgavam as últimas novidades vindas de Paris.

O costureiro inglês Charles Frédéric Worth, abriu neste período uma casa em Paris e o seu estilo ditou a moda feminina ao longo do século.

TRAJE FEMININO

Na década de 50 as saias atingiam a sua expressão máxima com a introdução da crinolina. Esta armação interna dava um grande volume simétrico às saias sem lhes adicionar peso, dado que anteriormente a amplidão das mesmas era alcançada pela sobreposição de vários saiotes. Na década seguinte o volume das saias começou a ser projetado para trás, adaptando-se as crinolinas para esse efeito. Entretanto o busto continuava encerrado num espartilho de barbas de baleia.

Os tecidos preferidos eram as sedas e as musselinas de algodão com padrões de ramagens, flores, axadrezados e riscas. As cores eram simples e discretas, predominando os azuis e os verdes.

Os cabelos apanhados com risca ao meio eram adornados com flores, rendas e fitas. Para proteção da cabeça predominavam as toucas com fitas e os amplos chapéus de palhinha. O calçado era composto principalmente por botinas e sapatos com pequeno salto.

TRAJE MASCULINO

A moda masculina de 1850 manteve as tendências das décadas anteriores. No quotidiano citadino não era bem visto utilizar calças do mesmo tecido que o casaco. Os casacos de cor preta ou de tons sóbrios usavam-se também com calças aos quadrados. Para a noite usava-se a casaca preta com calças e colete do mesmo tecido, camisa com peitilho engomado e laço.

Nesta altura, os acessórios de pescoço transformaram-se em peças mais discretas, se comparadas com as formas criativas das décadas anteriores. Assim, o plastron, uma espécie de gravata com nó largo e pontas curtas, de cores sóbrias, passou a ser muito apreciado.

Dina Caetano Dimas

imagem
 
     
     
   
     
     
     
 
Secretário Geral da Cultura Direção-Geral do Património Cultural Termos e Condições  separador  Ficha Técnica