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Trajes Reais. D. Amélia e D. Manuel II
Museu Nacional do Traje e da Moda



Apresentação

 

A exposição

De Novembro de 2007 a Janeiro de 2011 o Museu Nacional do Traje realizou a exposição “Trajes Reais. D. Amélia & D. Manuel II”.

A organização desta exposição foi motivada pela aquisição em leilão, em 2006, de um importante lote de peças pertencentes a D. Amélia e a D. Manuel II. Este conjunto veio enriquecer o acervo que este museu havia já incorporado proveniente da Casa Real, por transferência do Museu Nacional dos Coches.

A exposição dividiu-se em dois espaços, sendo a sala dedicada a D. Amélia a mais representativa em termos de número de peças expostas, destacando-se quer as peças de uso cortesão, quer as de uso quotidiano, algumas destas últimas já datadas dos tempos do exílio. O museu tem no seu acervo apenas duas peças que pertenceram a D. Manuel II: um roupão de banho com monograma bordado e um sobretudo, recentemente adquirido.

Para além das peças da Casa Real já pertencentes ao museu e das adquiridas em leilão, estiveram igualmente em exposição exemplares emprestados por particulares e pelo Museu Nacional dos Coches, bem como outras peças associadas a pessoas relacionadas com esta duas figuras régias. Tal é o caso da capa de arminho pertencente a D. Augusta Vitória Hohenzollen-Sigmaringen de Bragança, mulher de D. Manuel II, e de fardas de dignitários como o Marquês do Lavradio e o Conselheiro João Soares Branco.

Xénia Flores Ribeiro

As figuras régias

“D. Amélia (1865-1951) foi a última rainha de Portugal. Conheceu D. Carlos (1863-1908) num jantar em Paris, do que resultou uma recíproca simpatia e, curiosamente, o imediato enamoramento que conduziu ao cancelamento da jornada europeia do Infante que visava encontrar-se com três princesas europeias. A festa do noivado realizou-se no Palais Galliera, na capital francesa, e os noivos vieram a casar na Igreja de S. Domingos, em Lisboa, em 1886, quatro meses depois de se terem conhecido. Princesa d’Orléans, nasceu em Inglaterra, onde a família real francesa se encontrava exilada. Veio a falecer, também em situação de exílio, mas desta vez em França, sua terra natal, após a implantação da República.”

“Residiu no nosso país durante vinte e quatro anos, com intensa actividade social e cultural, de que se destaca o facto de ter sido pintora e fotógrafa. (…) Igualmente lhe são devidas homenagens pela sua intervenção social, tendo fundado a Assistência Nacional aos Tuberculosos (…). Criou o Instituto Ultramarino, o Instituto de Socorros a Náufragos, patrocinou o Hospital Infantil do Rego, o Instituto Bacteriológico de Lisboa, o Dispensário de Alcântara, a organização dos dispensários infantis e fundou o Museu dos Coches Reais, em 1904, numa atitude vanguardista para época.”

“O filho primogénito, D. Luís Filipe (1887-1908), morre com o pai no regicídio, tendo subido ao trono o Infante D. Manuel (1889-1932) que reina durante dois anos. A sua actividade política foi sempre envolvida em crescentes dificuldades devido à contestação republicana. O Rei pactuava com todas as facções de molde a evitar crises governativas na Câmara e no próprio Conselho de Estado. Procurou estabelecer boas relações externas com a Espanha, nomeadamente através de Alfonso XII com quem se avistou em Vila Viçosa e com a própria Inglaterra onde viria a acabar por residir.”

“Em sequência da revolta [republicana], o último Rei de Portugal é obrigado a deixar o país em companhia da sua mãe, avó e tio, tendo fixado residência em Londres. (…) Posteriormente, D. Amélia segue para Versailles e D. Maria Pia parte para a sua terra natal, o Piemonte, em Itália, com o seu segundo filho, D. Afonso, irmão de D. Carlos, onde vêm a falecer, respectivamente, em 1911 e 1921.”

Madalena Braz Teixeira

Este texto não foi escrito ao abrigo do acordo ortográfico.

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