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Vitrais e Vidros: Um gosto de D. Fernando II
Palácio Nacional da Pena



Apresentação

 

A EXPOSIÇÃO

A exposição online que se apresenta pretende dar a conhecer os objetos mais significativos da coleção de vitrais e vidros do rei D. Fernando II (1816-1885). A maior parte desta colecção - que se encontra hoje à guarda do Palácio Nacional da Pena - provém das duas principais residências de D. Fernando II: o Palácio das Necessidades em Lisboa e o Palácio Nacional da Pena em Sintra.


D. FERNANDO II E O VIDRO

Na coleção de obras de arte que o rei D. Fernando II reuniu ao longo da sua vida, o vidro ocupava um lugar de destaque. Na Sala dos Vidros do Palácio das Necessidades, em Lisboa, foram reunidas peças como urnas funerárias romanas, pratos venezianos e canecas de cerveja germânicas. Na sala de jantar, por seu lado, os vãos foram decorados com vários vitrais antigos montados em caixilhos. Também o Palácio da Pena beneficiou deste gosto. Vitrais dos séculos XVII a XIX foram integrados nas janelas do Salão Nobre, foram realizadas encomendas em Nuremberga para a nave e coro da capela, e chegou mesmo a ser equacionada a aplicação de painéis heráldicos nos vãos da Sala dos Veados. O interesse de D. Fernando pela arte do vitral terá constituído um forte argumento para encetar o restauro do Mosteiro da Batalha, assim como deverá ter motivado a introdução de vitrais na capela do Palácio Nacional de Sintra.


OS VITRAIS DAS NECESSIDADES

Os vitrais expostos na Sala dos Veados correspondem ao conjunto que sobreviveu do Palácio das Necessidades. Trata-se de um conjunto composto por vitrais provenientes de edifícios religiosos e profanos produzidos entre os séculos XIV e XVIII, devendo destacar-se o painel com a representação de Dona Agnes, Duquesa da Baviera (atualmente o painel de vitral mais antigo que se conhece em Portugal).

O historial destes painéis após a sua aplicação no Palácio das Necessidades na década de 1860 é complexo e merece ser aqui referido. Com efeito, após a implantação da República, em 1910, os vitrais foram apeados e transferidos para as reservas do Palácio Nacional da Ajuda, onde permaneceram até 1949. Nesse ano foram transferidos para a Pena para decorarem as suas janelas. No entanto, acabariam por ficar em reserva, praticamente esquecidos, ao longo das seis décadas seguintes. Ao assumir a gestão do palácio, em 2007, a Parques de Sintra - Monte da Lua SA (entidade responsável pela gestão do Palácio) procurou restaurar, expor e estudar estes vitrais. Em Novembro de 2010, foi assinado um protocolo com o Departamento de Conservação e Restauro da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa (DCR), que tem vindo a desenvolver vasta experiência nas áreas do vidro e do vitral. Esse protocolo traduziu-se já na limpeza, restauro e reconstituição dos painéis e tem vindo a permitir não apenas o seu estudo histórico-artístico mas, também, a recolha, tratamento e análise de dados sobre os materiais e técnicas de produção.


OS VITRAIS DA PENA

Os vitrais que fazem parte da decoração do Salão Nobre do Palácio da Pena constituem um núcleo de continuidade dos vitrais provenientes do palácio da capital. Na sua maioria, foram produzidos entre os séculos XVII e XIX. Merece particular destaque a janela no extremo NO do conjunto. Trata-se de um conjunto de painéis de temática revivalista enquandrados por uma estrutura arquitetónica em vidros coloridos totalmente produzida no séculos XIX.

Aliado a estes dois conjuntos devem ainda mencionar-se os painéis da capela do Palácio, em particular aquele que se apresenta na janela neogótica da nave. Trata-se de um conjunto de 12 painéis produzidos pela oficina dos Kellner de Nuremberga que representa figuras e motivos diretamente associados à história do Palácio da Pena: Nossa Senhora da Pena (cujo culto na serra de Sintra remonta à Idade Média), São Jorge (patrono de Portugal, pátria que D. Fernando adota), D. Manuel I (fundador do Convento da Pena, cuja maqueta sustenta na mão) e Vasco da Gama (cujo regresso da sua segunda viagem à Índia terá motivado a construção do convento). O conjunto é coroado pelos brasões da Saxónia e Portugal (armas de D. Fernando), pela esfera armilar (emblema de D. Manuel I) e pela cruz da Ordem de Cristo (ordem esta que teve um papel determinante nas explorações marítimas dos séculos XV e XVI).


OS VIDROS

Desta exposição fazem ainda parte o conjunto de objetos em vidro da coleção de D. Fernando II que se encontravam no Palácio da Pena no final do século XIX. São canecas, copos, cálices e taças produzidas, entre o século XVI e o início do século XIX, em Veneza (ou à maneira de Veneza), na Europa Central (com destaque para os estados germânicos e Boémia) e na Península Ibérica. O importante conjunto de canecas de cerveja alemãs (Humpen) é único em Portugal.

Ao integrar também outros objectos em vidro do acervo atual da Pena, cujo historial se desconhece, esta mostra pretende colocar à disposição do público, para sua fruição, uma colecção até agora negligenciada. Pretende ainda oferecer à comunidade científica, tanto no campo da história de arte como no da conservação e restauro, uma matéria nova para estudo, investigação e divulgação.

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