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FICHA DE ENTIDADE
Museu:
Denominação:
Bordalo Pinheiro, Maria Augusta de Prostes
Tipo:
Autor
Nascimento:
14/11/1841
Óbito:
22/10/1915
Biografia:
Pintora portuguesa dedicou-se especialmente às Artes Aplicadas e às Artes Decorativas tendo-se notabilizado na renovação da indústria de rendas de Peniche. Filha do pintor Manuel Maria Bordalo Pinheiro e de Augusta Maria do Ó Carvalho Prostes, nasceu em 14 de Novembro de 1841 e faleceu em 22 de Outubro de 1915. Foi discípula de seu pai e de seu irmão Columbano Bordalo Pinheiro mantendo com este, até ao final da vida, uma relação muito estreita, sendo modelo de várias pinturas entre as quais sobressai A luva cinzenta. Com a sensível dedicação que se conhece, acompanhou-o a Paris, em 1881, em estada patrocinada pela condessa de Edla, por via de D. Fernando II. Talento multiforme, teve oportunidade de expor, ao longo da sua vida, pintura de tendência naturalista (as flores foram o seu referente de eleição), desenho, trabalhos em faiança, rendas e outros trabalhos de Artes Aplicadas. Participou em exposições da Sociedade Promotora de Belas-Artes, estreou-se nos certames do Grupo do Leão em 1885, esteve presente na Exposição Industrial em 1888, em diversas exposições do Grémio Artístico (onde foi distinguida com prémios em 1896 e 1998) e em mostras da S.N.B.A. (medalha de honra na Secção de Arte Aplicada em 1901). Em 1889, na Exposição Universal de Paris, a sua mestria e sensibilidade na arte das rendas foi premiada com medalha de ouro. Esta distinção não foi certamente alheia à criação de um ponto português, passando as rendas nacionais a um confronto mais visível com as de Alençon, Malines e Chantilly. Na Exposição Internacional de Antuérpia, em 1894, recebeu mais uma medalha de ouro. Obteve o Grand Prix na Exposição Internacional de St. Louis, nos Estados Unidos da América, em 1904. Maria Augusta dedicou-se com empenho ao estudo, ao ensino e à divulgação das rendas de Peniche, de Viana do Castelo, Vila do Conde, Póvoa do Varzim, Setúbal, Lagos, Silves, Nisa e Vila Nova de Famalicão. Dirigiu a partir de 1887 a Escola Industrial D. Maria Pia, em Peniche, mais tarde Escola Industrial de Rendeiras Josefa de Óbidos, e esteve à frente da oficina da Rua das Taipas, em Lisboa, mudando depois para a Rua António Maria Cardoso. Realizou frequentes exposições nesses dois ateliers. É interessante notar que no capítulo intitulado «A Arte» do livro, com intuitos pedagógicos, A minha pátria de Ana de Castro Osório refere-se, com certo destaque, as rendas de Peniche e elogiam-se as escolas industriais sendo publicada uma gravura de um lenço de renda de Maria Augusta Bordalo Pinheiro.
 
     
     
   
     
     
     
 
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