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FICHA DE ENTIDADE
Museu:
Denominação:
Reis, Carlos António Rodrigues dos
Tipo:
Autor
Nascimento:
Torres Novas, 1863
Óbito:
Coimbra, 1940
Biografia:
A par de Veloso Salgado, Carlos Reis distingue-se entre os artistas da chamada “segunda geração de naturalistas”. Natural de Torres Novas, matriculou-se em 1881 na Escola de Belas Artes de Lisboa, onde foi discípulo de Silva Porto, Simões de Almeida e Miguel Ângelo Lupi. No decurso dos estudos na Academia, travou amizade com o príncipe D. Carlos, nascido no mesmo ano que o artista. Atravessando dificul¬dades financeiras, foi D. Carlos que lhe suportou os estudos na Academia de Lisboa e mais tarde no estrangeiro. Em 1889 concorreu a uma bolsa de estudo para Paris, como pensionista do Estado. Entrando por concurso na École des Beaux-Arts, teve por mestres o retratista Bonnat e o pintor de Pintura Histórica Joseph Blanc. As suas obras foram por duas vezes recusadas no Salon, sendo finalmente admitido em 1894. Em 1895 regressou a Portugal concorrendo para o lugar de Professor da Escola na cadeira de Paisagem, lugar vago após a morte de Silva Porto. Inicia uma longa carreira docente, seguindo na esteira de seu mestre, exercen¬do forte influência no grupo de artistas que ajudou a formar: Falcão Trigoso, António Saúde, Alves Cardoso, José Campas e Frederico Aires, entre outros. Entusiasta da natureza, foi fundador, em colaboração com alguns dos seus dis¬cípulos do grupo Ar Livre, ao qual sucedeu o Grupo Silva Porto. Na imensa obra que produziu, foi sobretudo um paisagista. A temática portu¬guesa que procurou nas cenas campestres fazem sobressair um vibrante colo¬rista. Entre muitas obras, podem distinguir-se dentro desta temática, A Feira (Museu do Chiado), ou Aspecto de jardim com tocador de viola ou ainda A Fogueira (Museu Nacional de Soares dos Reis). No retrato, deixou obras igualmente famosas, como o de sua discípula Maria Adelaide de Lima Cruz (colecção particular) e a grande composição El-Rei D. CarIos e seu Estado Maior (Fundação Casa de Bragança) exposto em 1905 no Salon de Paris. Carlos Reis executou igualmente trabalhos como decorador: no Museu de Artilharia, na sala das colónias; no Hotel do Buçaco, na sala de leitura e salão de baile; nos Palácios da Duquesa de Palmela e do Conde de Vale Flor. Foi marcada a sua presença em grande número de exposições em Portugal e no estrangeiro. Em Lisboa, desde 1887 na Sociedade Promotora, no Grupo do Leão, e no Grémio Artístico, a que sucedeu a Sociedade Nacional de Belas Artes, da qual Carlos Reis foi um dos fundadores, e onde por duas vezes foi consagrado com a Medalha de Honra. No Porto, participou desde 1893, entre outras, na Sociedade de Belas Artes do Porto e no Salão Silva Porto onde por várias vezes expôs com seus filhos os pintores Maria Luísa e João Reis. No estrangeiro Carlos Reis recebeu igualmente honrarias e distinções: na Exposição Internacional de Dresde, 1897; Madrid, 1912; Rio de Janeiro, 1919, 1922; Buenos Aires, 1922. Participou ainda na Exposição Universal de Paris, 1900; Salon de Paris 1936, 1939; Badajoz, 1924. Figura de grande prestígio no ensino e meio artístico, foi nomeado Director do Museu Nacional de Belas Artes, e em 1911, com o desdobramento em Museu Nacional de Arte Antiga e Museu Nacional de Arte Contemporânea, foi nomeado Director deste último. Carlos Reis foi condecorado com a Grã-Cruz de Ordem de Santiago de Espada, dias antes da sua morte. Em 1942 foi organizada em Lisboa, pela Sociedade Nacional de Belas Artes a Primeira Exposição Póstuma de Alguns dos Seus Mais Notáveis Trabalhos.
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