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FICHA DE ENTIDADE
Museu:
Denominação:
Lupi, Miguel Ângelo
Tipo:
Autor
Nascimento:
Lisboa, 08/05/1826
Óbito:
Lisboa, 26/02/1883
Biografia:
Nasceu em Lisboa em 8 de Maio de 1826. Seu pai era italiano e sua mãe portuguesa. Aos 15 anos entra para a Academia de Belas Artes de Lisboa. De 1841 a 1843 foi aluno de Joaquim Rafael na aula de Desenho Histórico, tendo obtido dois prémios. Discípulo de António Manuel da Fonseca na aula de Pintura Histórica de 1844 a 1846, abandona nesse ano a Academia e passa a frequentar a Escola Politécnica. Entre 1849 e 1860 exerceu vários cargos como funcionário público, um deles na província de Angola. Desses anos conhecem-se alguns trabalhos pouco relevantes no percurso do pintor. Em 1859, então com 33 anos, é convidado a realizar o retrato de D. Pedro V para o Tribunal de Contas de Lisboa onde trabalhava. Com o agrado do rei e da Academia obtém o pensionato do Estado para completar a sua aprendizagem em Roma. Instalado no Hospício de Santo António dos Portugueses desde o Outono de 1860 até fins de 1863 nunca procurou o ensino directo de um mestre. Interessado no estudo de anatomia, do nu e do retrato, copia, em pequenos formatos, obras de Ticiano, Corregio, Rubens, Andrea del Sartro, Velásquez. Trabalha também a partir do modelo vivo, cenas e figuras locais, e esboça pequenas composições inspiradas em temas literários como Fausto e Margarida (Museu Nacional de Soares dos Reis) que preparam a prova final de pensionista – a pintura histórica D. João de Portugal. No regresso de Roma e depois em 1867 visitou Paris. Este contacto revelou-se crucial na formação do pintor. Tocado pela corrente realista, particularmente pela obra de Courbet, introduziu nova intensidade na análise e interpretação dos temas que futuramente trabalhou, especialmente no retrato. Chegado a Lisboa em 1864 foi de imediato nomeado Académico de Mérito e professor de Desenho de Figura da Academia de Belas Artes de Lisboa, vindo em 1868 a ocupar o cargo de professor de Pintura Histórica que exerceu até à sua morte. Consciente da necessidade de remodelar o ensino na Academia publica em 1879 Indicações para a Reforma da Academia de Belas Artes de Lisboa. Tendo sempre em mãos pinturas históricas – cenas dramáticas em que se revela um romântico na composição, é na vasta obra da retratista que ao longo da década de 70 e início dos anos 80 se notabiliza como percursor do realismo em Portugal. Alguns dos seus melhores retratos encontram-se no Museu do Chiado em Lisboa. Premiado com a medalha de 1ª classe na Exposição Internacional de Madrid em 1871, expôs também na Exposição Universal de Paris de 1867; Internacional de Londres de 1868; Salon de Paris de 1872; Internacional de Paris de 1878 e na do Rio de Janeiro de 1879. Participou na exposição da Promotora de 1863 a 1868. Após a sua morte a 26 de Fevereiro de 1883 os discípulos organizaram uma exposição retrospectiva da sua obra na Escola de Belas Artes de Lisboa.
 
     
     
   
     
     
     
 
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