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FICHA DE ENTIDADE
Museu:
Denominação:
Lopes, Joaquim Francisco
Tipo:
Autor
Nascimento:
Vila Nova de Gaia, 23/04/1886
Óbito:
Porto, 25/03/1956
Biografia:
Nasceu em Vilar do Paraíso, Vila Nova de Gaia, a 23 de Abril de 1886 e mor¬reu na Foz do Douro a 25 de Março de 1956. Começou os seus estudos na Escola Industrial de Passos Manuel, que frequen¬tou até 1906. Nesse mesmo ano, matriculou-se na Escola de Belas Artes do Porto, onde teve sempre boas classificações e prémios, acabando o curso de pintura em 1915 com 17 valores. Aí foram seus mestres José de Brito, em Desenho, e Marques de Oliveira, em Pintura. Este último teve grande influ¬ência na sua formação e a amizade e admiração que nutria pelo mestre estão bem patentes na obra que, mais tarde, escreveu sobre ele. Teve como companheiros de estudos Diogo de Macedo, cuja amizade mante¬ria por toda a vida e com quem se apresentou na sua 1ª exposição, em 1913; José Maria Soares Lopes, que com ele recebeu uma Bolsa de Viagem para estu¬dar a paisagem do Gerês e de que resultou uma exposição no Comércio do Porto, em 1914; Heitor Cramês, que foi também, mais tarde, companheiro de docência na Escola de Belas Artes. Em 1919 foi para Paris, onde frequentou a Academia La Grande Chaumière. Esta estadia em Paris teve grande reflexo na sua obra, através sobretudo da influên¬cia do impressionismo, cuja técnica e tratamento da cor e luz seguiu durante algum tempo depois do seu regresso, em substituição do naturalismo tradicio¬nalista que começara por praticar, na esteira dos seus mestres, e ao qual regressaria, em parte, mais tarde, mantendo, no entanto alguma influência pós impressionista. Durante alguns anos foi professor do ensino técnico, passando em 1930, por concurso, para a docência da cadeira de Pintura, na Escola de Belas Artes do Porto, que regeu até 1956, ano em que morreu. Entre 1948 e 1952 foi Director da mesma Escola. Manteve sempre o contacto com o estrangeiro, com visitas frequentes sobre¬tudo a Paris e Madrid, mas a sua mais proveitosa viagem de estudo foi realiza¬da em 1935, por intermédio de uma bolsa de estudo da Junta Nacional de Educação, que o levou a Espanha, Itália, França, Holanda e Bélgica. Na sua vasta obra tocou vários géneros, como a paisagem, que constituiu moti¬vo frequente da sua pintura, dando-lhe um colorido e vigor característicos; o retrato, quer de encomendas oficiais, como o do Prof. Amândio Gonçalves existente na Universidade do Porto, quer de familiares, como os de sua filha Lígia, ou de amigos, como o de Raquel Soares dos Reis, em muitos dos quais preferiu ainda utilizar a técnica de claro-escuro; cenas da vida quotidiana do povo, cuja realidade lhe interessava sobremaneira e que procurava transmitir com autenticidade e realismo; tocou ainda a pintura histórica no painel Justiça de D. Pedro I, destinado à sala de audiências de um tribunal em Braga. Além da sua actividade docente, foi vogal da Academia Nacional de Belas Artes, cujas Missões Estéticas de Férias em Viana do Castelo (1940) e Bragança (1943) dirigiu. Dedicou-se tam¬bém à crítica e ensaio de Arte, colaborando em vários jornais e revistas, como por exemplo O Primeiro de Janeiro, O Tripeiro ou Ocidente, e publicando vários estudos sobre artistas, de que merece especial relevo o já citado livro sobre Marques de Oliveira. Ao longo da sua vida, Joaquim Lopes participou em inúmeras exposições, nas quais ganhou vários prémios. Ainda aluno, esteve presente nas Exposições de Trabalhos Escolares dos Alunos da Escola de Belas Artes do Porto, de 1907 a 1909. Mais tarde, como professor da mesma Escola, participou nas Exposições Magnas, que reuniam trabalhos de professores e alunos, até 1955. A partir de 1914 começou a expor na Sociedade Nacional de Belas Artes, aí participando regularmente nas exposições anuais de pintura até 1955, sendo-lhe sucessivamente atribuídas medalhas de 2ª classe, de 1ª e de honra. Em 1944 recebeu o 1º Prémio Silva Porto do Secretariado Nacional de Informação, que lhe atribuiu em 1952 o Prémio António Carneiro. No Porto, Joaquim Lopes fez parte da Sociedade de Belas Artes do Porto, apresentando-se nas suas exposições desde 1918 e participando na tentativa de renovação levada a cabo por vários artistas. Ainda nesta cidade, participou em diversas exposições colecti¬vas, de que citaremos como mais importantes: em 1916, no Salão dos Fantasistas, no Palácio da Bolsa; em 1917, no Grande Certamen de Arte, organiza¬do pela Junta Patriótica do Norte no Palácio de Cristal; em 1935, na Grande Exposição dos Artistas Portugueses, em homenagem a Silva Porto, Henrique Pousão e Artur Loureiro; a partir de 1943, nas Exposições dos Independentes; em 1952 na VIII Exposição de Arte Contemporânea dos Artistas do Norte. Realizou também exposições individuais, na Galeria da Misericórdia do Porto, em 1920, na Sociedade Nacional de Belas Artes, em Lisboa, em 1926 e várias no Salão Silva Porto, de que podemos destacar as de 1926, 1928, 1941 e 1944. Depois da sua morte foram organizadas pela Escola Superior de Belas Artes do Porto duas retrospectivas da sua obra, em 1956 e em 1967. A nível internacional, participou em 1922 na Exposição Internacional do Rio de Janeiro, onde lhe foi atribuída a medalha de prata; em 1929, na Exposição Internacional de Barcelona; em 1929-30, na Exposição Ibero-Americana de Sevilha, que lhe valeu a medalha de ouro. Para além do Museu Nacional de Soares dos Reis, a obra de Joaquim Lopes encontra-se espalhada por vári¬os Museus e instituições públicas, de que são exemplo o Museu do Chiado em Lisboa, o Museu de Grão Vasco, em Viseu, ou o do Abade de Baçal, em Bragança, e ainda em colecções particulares.
 
     
     
   
     
     
     
 
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