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FICHA DE ENTIDADE
Museu:
Denominação:
Botelho, Carlos
Tipo:
Autor
Nascimento:
Lisboa, 18/09/1899
Óbito:
Lisboa, 18/08/1982
Biografia:
Carlos Botelho nasceu em Lisboa, a 18 de Setembro de 1899. Frequentou o Liceu Pedro Nunes e estudou violino, instrumento que continuou a tocar toda a vida. Em 1919, entrou na Faculdade de Belas Artes para estudar desenho, desistindo dois anos depois. Apesar de ter trabalhado em diversas áreas da produção artística, foi à pintura que dedicou quase toda a sua carreira, tendo sido a paisagem urbana o seu tema de eleição. Na sua primeira exposição individual, em 1932, no Salão Bobone, em Lisboa, foi aclamado pela crítica e a partir desta data afirmou-se como artista. Frequentemente, a sua obra é exposta em Portugal e no estrangeiro, expondo com regularidade até Dezembro de 1981, ano da sua última exposição, na Galeria 111, em Lisboa. As paisagens urbanas de Lisboa, vistas da sua casa na Costa do Castelo, para onde se mudou em 1930, representando o casario pobre de Alfama, com os seus becos e pequenos largos foram a sua temática de eleição, tornam-se os seus motivos preferidos, tratados com variações estilísticas. Botelho distinguiu-se dos seus contemporâneos, para além dos aspectos técnicos, por ter mostrado uma zona histórica, pobre e popular de Lisboa, por oposição ao tão afamado Chiado, conferindo uma dignidade específica a este espaço citadino. Continuou a representar estas paisagens urbanas, até ao fim da sua vida, de memória, em recriações de Lisboa, apesar de viver no Areeiro, a partir de 1955. À semelhança do que sucedera com estas imagens lisboetas, Carlos Botelho traça alguns esboços de Nova Iorque e realiza as pinturas, posteriormente, no seu atelier, inventando-as no seu real pictórico. Para além das paisagens urbanas, Botelho também efectuou retratos e cenas quotidianas, circos ambulantes e vendas de peixe, no início da sua carreira. Obras marcadas por um profundo desejo de expressão, que denotam a sua capacidade de encarar todos os motivos como meros exercícios de pintura. É perceptível a sua capacidade de captação, tanto de paisagens como de pessoas, desconhecidos ou familiares, em explorações puras de cor e forma, desrealizando-os por um lado e, por outro, mantendo com eles uma atenção lírica. Destacou-se como: artista gráfico e ilustrador, colaborando em diversas publicações e participando em concursos e exposições; decorador, realizando alguns trabalhos, nomeadamente na Exposição Internacional e Colonial de Vincennes (1931) e no Pavilhão de Portugal da Exposição Internacional de Artes e Técnica (1937), entre outros; cenógrafo, trabalhando para o “Grupo Português Bailado Verde Gaio” (1942/3). Obteve diversos os prémios, nacionais e internacionais, bem como condecorações e homenagens, salientando-se o 1º Prémio de Pintura na Exposição Internacional de Arte Contemporânea, em São Francisco - E.U.A., onde o 3º premiado foi Salvador Dali (1939). Carlos Botelho continuou a pintar até ao dia em que morreu, a um mês de fazer 83 anos, a 18 de Agosto de 1982, em Lisboa.
 
     
     
   
     
     
     
 
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