MatrizNet

 
Logo MatrizNet Contactos  separador  Ajuda  separador  Links  separador  Mapa do Site
 
quarta-feira, 12 de agosto de 2020    APRESENTAÇÃO    PESQUISA ORIENTADA    PESQUISA AVANÇADA    EXPOSIÇÕES ONLINE    NORMAS DE INVENTÁRIO 

Animação Imagens

Get Adobe Flash player

 


 
     
     
 
FICHA DE ENTIDADE
Museu:
Museu da Cerâmica
Denominação:
Cifka, Wenceslau, (Tscheraditz, Boémia, 1811- Lisboa, 1883)
Tipo:
Autor
Nascimento:
Tscheraditz, Boémia, 1811
Óbito:
Lisboa, 1884
Biografia:
Wenceslau Cifka terá chegado a Portugal por ocasião do casamento de D. Fernando de Saxe-Coburgo-Gotha com a Rainha D. Maria II, como uma espécie de conselheiro de arte, devido aos seus conhecimentos de arqueologia e obras de arte, tendo adquirido preciosas colecções para a galeria do Rei. Dedicou-se a diversas actividades artísticas, sendo a primeira como fotógrafo, tendo sido um dos pioneiros em Portugal e aberto, em Lisboa, um dos primeiros estúdios fotográficos. Embora ainda utilizasse o daguerreótipo foi, progressivamente, utilizando novas técnicas, tendo ido aperfeiçoar-se a Paris. Efectuou diversas exposições de fotografia e, algum tempo depois, tornou-se fotógrafo da Casa Real. Após uma viagem pela Europa, juntamente com o Rei, ambos reforçaram o seu gosto pela cerâmica. Cifka passou a dedicar-se à faiança artística e influenciou o Rei, que também experimentou esta arte. Cifka cozeu a maior parte das suas peças na Companhia Fabril de Louça, às Janelas Verdes (depois Companhia Constância), mas não interferiu na produção da mesma. Efectuava peças a seu gosto, sem utilidade prática, preocupando-se especialmente com a forma. Sem formação como ceramista, não primou pela originalidade, tendo sido influenciado por diversos estilos, que misturou, e copiado a majólica italiana renascentista, usando o "istoriato" e o "grotesco", este último bastante apreciado em Portugal. Utilizou a gravura na cerâmica, possuindo uma das maiores colecções oitocentistas de gravura do País. Grande apreciador de Rafael, utilizou-o como modelo em vários pratos. Além de pratos produziu jarros, gomis, urnas e taças, com concepção e decoração renascentista, algumas vezes relevada, utilizando outras influências, como de Wedgwood, Palissy ou da porcelana chinesa. Cifka passou a utilizar muito formas de animais nas suas peças (perús, cisnes, galos, patos, peixes, tartarugas, entre outros) mas, de entre as diversas obras trabalhadas por este ceramista, são os violinos em faiança que mais têm suscitado a curiosidade dos coleccionadores. São atribuídos a este artista dois tipos de azulejo de figura avulsa e relevados, existentes no Palácio Nacional da Pena, produtos de uma encomenda exclusiva. D. Fernando II, seu amigo e protector, adquiriu a maior parte das suas obras e foi representado em muitas delas (tanto em fotografia como em peças de cerâmica). Este artista também vendeu peças em exposições nacionais e internacionais. Wenceslau Cifka foi, igualmente, desenhador, pintor, ceramista, litógrafo, esmaltador e professor em casas de famílias nobres, tendo coleccionado desenhos de diversos artistas. Teve várias condecorações, entre as quais o hábito de Cristo, que usava, assim como cargos régios (Fotógrafo da Casa-Real, 1855; Reposteiro da Real Câmara, 1859; Cavaleiro da Ordem de Cristo, 1864) .Medalha de ouro, Exposição Portuguesa, Rio de Janeiro, 1879. Participou nas Exposições: Exposição Universal de Paris, Paris, 1878; Exposição Portuguesa, Rio de Janeiro, 1879; Exposição "Wenceslau Cifka: ceramista, litógrafo e esmaltador", Palácio Nacional da Pena, Sintra, 1949; Exposição "Cifka - obra cerâmica", Museu Nacional do Azulejo, Lisboa, 1993-94.
 
     
     
   
     
     
     
 
Secretário Geral da Cultura Direção-Geral do Património Cultural Termos e Condições  separador  Ficha Técnica