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FICHA DE ENTIDADE
Museu:
Museu da Cerâmica
Denominação:
Mafra, Manuel Cipriano Gomes
Tipo:
Autor
Nascimento:
Saibreira, Mafra, 1829
Óbito:
Caldas da Rainha, 1905
Biografia:
Começou a trabalhar como operário servente na fábrica de Maria dos Cacos em 1850. Em 1852 teve o primeiro contacto com D.Fernando II quando este visitou as olarias das Caldas da Rainha. Adquiriu a fábrica de Maria dos Cacos em 1953 e iniciou o seu percurso como ceramista juntamente com a sua mulher, Maria José, e as irmãs Mariana da Conceição Gomes e Luisa Gomes, que se tornaram especialistas na técnica da verguinha. Em 1860 fundou a sua Fábrica na Praça D. Maria Pia, anunciada como Fábrica de Louças das Caldas de Manuel Cypriano Gomes Mafra. No inicio da sua produção começou por assinar as peças com as iniciais MCM e posteriormente utilizou as marcas gravadas na pasta M.C.G, MCGM, M.MAFRA/CALDAS/PORTUGAL (âncora). A partir de 1870 começou a frequentar a corte de D.Fernando II, onde recebeu autorização para usar a coroa real nas suas marcas fabris (M.MAFRA/CALDAS/PORTUGAL (coroa) e teve contacto com produções europeias da colecção do Rei e do coleccionador José Palha, que o levaram a introduzir nas suas peças o musgado e novas técnicas de policromia. Em 1873 participou na Exposição Internacional de Viena de Áustria, onde recebeu uma medalha de mérito. Recebeu duas medalhas de prata: na Exposição Internacional de Paris de 1878 e na Exposição Internacional do Rio de Janeiro de 1879. O Inquérito Industrial de 1881 refere-se a Manuel Mafra como «o Palissy das Caldas». A unidade fabril entrou em decadência em 1885 por falta de apoio real à Fábrica, ano em que morre o Rei D.Fernando II. Em 1887 passou a direcção da Fábrica para o seu filho, Eduardo Mafra, que passou a marcar as peças com M.MAFRA FILHO/CALDAS/PORTUGAL (coroa). O Circulo das Caldas, jornal local, anuncia a 1 de Janeiro de 1893 que «Manuel Cypriano Gomes Mafra & Filhos Fabrica de Louça, premiada em differentes exposições». Em 1897, dada a incapacidade directiva e profissional do filho, Manuel Mafra monta uma nova Fábrica, mas não alcança o sucesso da primeira. Em 1890 o recheio da sua Fábrica é leiloado e adquirido por Herculano Elias que, em 1900, abre um estabelecimento com os elementos da antiga Fábrica de Manuel Mafra.
 
     
     
   
     
     
     
 
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