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FICHA DE ENTIDADE
Museu:
Museu Nacional de Etnologia
Denominação:
Victor Bandeira
Tipo:
Autor; Colector
Nascimento:
31 de julho de 1931
Actividade(s):
Colecionador, comerciante de arte e viajante.
Biografia:
Victor Bandeira nasceu a 31 de Julho de 1931. É comerciante de arte, viajante e aventureiro. Chegou a frequentar um curso na Sociedade de Belas Artes, no Porto, sem o ter terminado. Atraído pelos objetos de arte fora da academia, começou no negócio de venda de antiguidades por volta dos 25 anos, chegando mais tarde à conclusão “de que gostava era daqueles objectos que se costumam chamar de arte primitiva, e de arte popular e de arqueologia..." (PRATAS, 2000). Em 1962 expõe uma coleção sua na inauguração do Museu da Escola Superior de Belas Artes, no Porto. Esta coleção incluía objetos de vários povos do Mali, Senegal, Guiné-Bissau, Costa do Marfim, Gana e Nigéria, adquiridos numa viagem que realizou a título pessoal, com a sua companheira da altura, a pintora francesa Françoise Bandeira. Nesta exposição conheceu Ernesto Veiga de Oliveira, estreitando-se a partir daí uma forte colaboração e relação de amizade com a equipa do museu, passando a adquirir grandes conjuntos de objetos para as suas coleções. A colaboração que se estabeleceu entre este e a equipa do MEU foi muito importante para a aquisição de coleções provenientes de territórios exteriores ao ultramar português, indo ao encontro das pretensões mais universalistas do museu. Foi através de Victor Bandeira que se adquiriu uma extensa coleção da Indonésia, cobrindo uma importante tradição de teatro de sombras desse país. A pedido de Jorge Dias viajou em 1965 até ao Brasil, onde adquiriu um vasto conjunto com origem em diversos povos indígenas da selva amazônica. Destaca-se a recolha que fez de 867 objetos na Guiné-Bissau, nos quais se incluem 842 objetos provenientes do arquipélago dos Bijagós, realizada nos anos de 1966, 1969 e 1972.
Bibliografia

Bibliografia

PRATAS, Fernanda - "Victor Bandeira". Revista Ícon, Abril de 2000

PALLA, Maria Antónia – “Bijagós, um mundo em extinção?”. O Século Ilustrado, nºs 1790-1792, 1972

PALLA, Maria Antónia – “Bijagós: um paraíso perdido”. Grande Reportagem, 15 a 21 de Março de 1985

 
     
     
   
     
     
     
 
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